A ministra da Saúde, Marta Temido, assumiu esta segunda-feira o compromisso de alargar o número de camas daquela que é a primeira unidade de cuidados continuados e paliativos para crianças na Península Ibérica – Kastelo, em Matosinhos, no Porto. “É esse o compromisso, mais camas em breve”, respondeu a governante aos jornalistas, depois de questionada se previa o aumento da capacidade do Kastelo, inaugurado há três anos.

A governante falava à margem da cerimónia do terceiro aniversário do Kastelo que, entre outras atividades, assinalou a data com o lançamento do livro “Kasteláxia”, cujas verbas revertem a favor da unidade.

Marta Temido assumiu que leva do Kastelo uma “grande lição”, considerando que deveria haver mais Kastelos em Portugal porque é uma iniciativa com “muito potencial e necessária”.

Esta opinião foi partilhada pela presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, que no seu discurso pediu ao Governo para replicar este Kastelo noutros pontos do país, dada a sua importância para as crianças com doenças paliativas e famílias.

Perante o compromisso da ministra, a diretora do Kastelo, Teresa Fraga, mostrou-se feliz, acreditando que a abertura de mais camas será uma realidade.

“Fiquei feliz. A esperança é a única emoção que nos move, tenho esperança de que vão abrir mais camas e que vamos receber mais crianças a necessitar de ter qualidade de vida”, frisou. Teresa Fraga revelou ter, atualmente, 20 camas ocupadas e mais “cerca de outras tantas” encerradas.

Desde a sua abertura, a unidade de internamento acolheu 77 crianças e a de ambulatório 64. Portadores de doenças paliativas, ou seja, doenças que não têm cura, estas crianças podem viver muito tempo e chegar à idade adulta embora com limitações graves, explicou.