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Ministério da Defesa

Governo subscreve apelo de Guterres contra “escalada de tensão” EUA-Irão

Gomes Cravinho mostra-se preocupado pelo aumento de tensão entre Estados Unidos e Irão. Guterres já tinha afirmado que o mundo "não pode suportar uma confrontação no Golfo".

João Gomes Cravinho fala na necessidade de "desescalar a situação"

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Governo expressou esta segunda-feira preocupação com o clima entre os Estados Unidos da América e o Irão e subscreveu o apelo do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, contra uma “escalada de tensão”.

Esta posição foi transmitida pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, em resposta à agência Lusa, no final da inauguração da nova sede da Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional (AACDN), no Campo de Santa Clara, em Lisboa.

“Obviamente, quando há escaladas de tensão internacional, é sempre motivo para preocupação”, afirmou João Gomes Cravinho.

O ministro da Defesa Nacional salientou que “o estreito de Ormuz é um local particularmente sensível, um ponto estratégico, um ponto da maior importância geoestratégica”.

O que nós desejamos é que se encontre uma forma de desescalar a situação. Ouvimos com muita atenção e revemo-nos nas palavras do secretário-geral das Nações Unidas ontem [domingo] sobre esta matéria”, acrescentou o ministro.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, abordou este tema no domingo, à margem de uma conferência sobre juventude, em Lisboa, considerando que se vive “uma situação de grande tensão” no Golfo Pérsico que exige “nervos de aço”.

António Guterres disse que “o mundo de hoje não pode suportar uma confrontação no Golfo, que teria consequências imprevisíveis”, e defendeu que “é absolutamente indispensável evitar qualquer escalada”.

O clima de tensão entre os Estados Unidos da América e o Irão dura há bastante tempo, mas a crispação aumentou desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, há um ano, retirou o seu país do acordo nuclear internacional assinado em 2015, repondo sanções devastadoras para a economia iraniana.

No sábado, Donald Trump admitiu que o uso da força contra o Irão “está sempre em cima da mesa”, após a confirmação de que o Irão tinha abatido um drone americano – que, segundo Teerão, violou o espaço aéreo iraniano, mas, de acordo com Washington, estava em espaço aéreo internacional.

Donald Trump anunciou, como retaliação, um ataque contra três locais no Irão, o qual disse ter abortado à última hora para evitar um elevado número de mortos.

Na sexta-feira, os Estados Unidos pediram a realização de uma reunião à porta fechada do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para falar sobre os últimos desenvolvimentos relacionados com o Irão, o que deverá acontecer na segunda-feira.

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