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Maioria das PME inquiridas pela CCIP prevê crescimento internacional

63% das empresas inquiridas no estudo 'InSight' prevê que o volume de negócios da atividade exportadora e/ou internacional vá crescer. Só 4% considera que poderá decrescer.

17% das empresas inquiridas referiu Espanha como o mercado que mais contribuiu para uma evolução positiva

Andre Kosters/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A maioria das pequenas e médias empresas (PME) inquiridas num estudo da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) esperam aumentar a sua atividade internacional em 2019, foi esta terça-feira revelado num estudo.

De acordo com o estudo ‘InSight’, organizado pela CCIP pelo terceiro ano consecutivo e a que a Lusa teve acesso, 63% das empresas inquiridas prevê que o volume de negócios da atividade exportadora e/ou internacional vá crescer em 2019, ao passo que 26% considera que se vai manter ao nível corrente e 4% que vai decrescer.

Já sobre a entrada em novos mercados este ano, 86% das sociedades inquiridas prevê aumentar o número de mercados em que está presente.

Relativamente ao ano passado, 17% das empresas inquiridas referiu Espanha como mercado que mais contribuiu para a evolução positiva das dinâmicas internacionais, seguindo-se França (14%), e Angola, Alemanha e Reino Unido com 10% cada.

“Para 59% das empresas inquiridas, 2018 foi um ano positivo, de crescimento da atividade internacional, no que aparentemente reflete um cumprimento das expectativas dos gestores (56% dos casos)”, pode ler-se no estudo a que a Lusa teve acesso.

No entanto, e relativamente aos números de 2016 e 2017, “começam a ser expressivas quer as percentagens de empresas nas quais a atividade internacional diminuiu (17% da amostra), quer as percentagens dos respondentes que afirmam que o ano de 2018 ficou abaixo das expectativas (36% da amostra)”.

“Objetivamente, podemos afirmar que estas respostas são um cabal reflexo do abrandamento do ritmo do crescimento das exportações observado a partir de meados de 2018”, de acordo com os autores do estudo.

Ainda assim, “em 2018, cerca de 47% das empresas inquiridas entraram em pelo menos um mercado novo, sendo que 21% afirmam ter aberto dois ou mais novos mercados (em 2017 estas percentagens foram de 46% e 21%, respetivamente)”, pode ler-se no documento.

No topo de novos mercados internacionais, o Brasil ocupa o primeiro lugar, com 7% das empresas inquiridas a terem entrado no país pela primeira vez no ano passado, seguindo-se com 4% os Estados Unidos e a Colômbia, e com 3% Alemanha, Bélgica, Emirados Árabes Unidos e China.

No inquérito, a percentagem de empresas que relata resultados positivos “evolui de forma expressiva, de 42% no caso de empresas internacionalizadas há menos de cinco anos para 78% nas que estão internacionalizadas há mais de dez anos”.

Os empresários inquiridos apontam como maior fonte de preocupação para 2019 o possível aumento das taxas de juro, as políticas protecionistas de Donald Trump nos Estados Unidos, o ‘Brexit’ (saída do Reino Unido da União Europeia) e ainda o progressivo aumento do salário mínimo nacional até aos 600 euros.

Em termos estritamente operacionais, 50% das empresas inquiridas relevam as dificuldades de acesso ao financiamento como um fator de preocupação na atividade internacional, seguindo-se o acesso a mão de obra qualificada (47%) e o sistema judicial/justiça económica (39%).

A amostra deste estudo correspondeu a 414 pequenas e médias empresas respondentes, das quais 288 estavam internacionalizadas.

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