Rádio Observador

Defesa

Portugal aumenta este ano para 1,41% do PIB as despesas com a Defesa

Portugal deve gastar 2.928 milhões de euros em Defesa este ano, mais 200 milhões euros do que no ano passado. Os valores representam um aumento face aos 1,35% do PIB reservados à defesa em 2018.

Portugal é 16º membro da NATO que mais investe em Defesa

OLIVIER HOSLET/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Portugal consagra este ano 1,41% do Produto Interno Bruto (PIB) a despesas em Defesa, um aumento face aos 1,35% de 2018, mas ainda longe do objetivo de 2% até 2024, segundo estimativas para 2019 publicadas esta terça-feira pela NATO.

Numa conferência de imprensa a anteceder uma reunião de ministros da Defesa da Aliança Atlântica, que decorrerá entre quarta e quinta-feira em Bruxelas, o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, anunciou os novos dados, que revelam que, em termos proporcionais, Portugal continua a ser o 16º membro que mais investe em Defesa, imediatamente à frente da Alemanha (1,36%), e destacadamente à frente de Bélgica (0,93%), Espanha (0,92%) e Luxemburgo (0,55%), os aliados na ‘cauda’ da lista.

Neste momento, e de acordo com as estimativas publicadas, apenas sete países já atingiram ou superaram a fasquia dos 2%, o objetivo acordado pelos aliados na cimeira de Gales em 2014: Estados Unidos (3,42%), Grécia (2,24%), Estónia (2,13%), Reino Unido (2,13%) e Roménia (2,04%).

Em termos globais, os 29 aliados devem consagrar este ano 1,55% da sua riqueza a despesas em Defesa, mais quatro décimas face a 2018 (1,51%), e o que representa o quinto ano consecutivo de aumento, mas ainda assim longe do objetivo que a Aliança conta alcançar dentro de cinco anos.

De acordo com as estimativas da NATO, em termos brutos, este ano Portugal deve gastar 2.928 milhões de euros em Defesa, mais 200 milhões euros do que no ano passado (2.728 milhões, o que representava 1,35% do PIB).

Por ocasião da cimeira da Aliança Atlântica celebrada em Bruxelas em julho de 2018, o primeiro-ministro, António Costa, apresentou um plano que especifica que Portugal tenciona consagrar 1,66% do PIB a despesas em Defesa até 2024, ficando assim aquém do objetivo de 2% acordado entre os países membros da NATO.

O objetivo traçado para 2019 era precisamente de 1,41% da riqueza nacional.

Sustentando que se trata de “um quadro de evolução gradual, sustentado, e compatível com as diferentes necessidades orçamentais do país nos mais diversos domínios”, António Costa explicou que Portugal se comprometia a consagrar 1,66% do PIB a despesas em Defesa, mas ressalvou que o investimento pode atingir os 1,98% do PIB se o país conseguir obter os fundos comunitários a que se irá candidatar no âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia para o período 2021-2027, nomeadamente através do Horizonte Europa e do Fundo Europeu de Defesa.

O Governo português tem reiteradamente defendido que os contributos de cada membro para a Aliança Atlântica não devem ser apenas medidos em função do dinheiro investido, o aspeto repetidamente sublinhado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que desde que tomou posse tem vindo a reclamar, de forma veemente, um aumento das contribuições financeiras dos restantes aliados.

Portugal estará representado na reunião ministerial da NATO pelo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, que já se encontra hoje em Bruxelas, para participar no 15.º aniversário da Agência Europeia de Defesa e para um encontro bilateral com a Alta Representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Federica Mogherini.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)