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Uruguai

“Rei da cocaína de Milão” foge de prisão do Uruguai por buraco no teto

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Rocco Morabito, o mafioso mais procurado de Itália, foi detido na capital uruguaia em 2017. Estava em fuga há 23 anos. Escapou mais uma vez esta semana, por um buraco no telhado da cadeia.

Rocco Morabito estava detido no estabelecimento prisional central de Montevideo, a capital do Uruguai

AFP/Getty Images

Depois de quase dois anos detido no Uruguai, Rocco Morabito, o mafioso italiano conhecido como o “rei da cocaína de Milão”, conseguiu fugir por um buraco no telhado do estabelecimento prisional de Montevideo. Morabito, líder do mais poderoso grupo de crime organizado em Itália, escapou na companhia de três homens que aguardavam extradição para o Brasil e Argentina, revelou o Ministério do Interior uruguaio.

Os quatro reclusos desceram do telhado da prisão com a ajuda de uma corda. Entraram numa casa que fica ao lado do estabelecimento e, antes de fugirem, roubaram o dono. Tal como os seus companheiros, Morabito estava à espera de ser extraditado para o seu país de origem. O líder do grupo ‘Ndrangheta, da Calábria, foi condenado a 30 anos de prisão em Itália.

Matteo Salvini, ministro do Interior italiano, classificou a fuga do mafioso como “inaceitável” e disse que ia pedir explicações ao governo de Montevideo. “Vo continuar a procurar Morabito, esteja onde ele estiver”, declarou Salvini, citado pelo The Guardian.

Rocco Morabito, de 53 anos, foi detido em setembro de 2017 num hotel de luxo em Montevideo juntamente com a mulher que, segundo o The Guardian, terá nacionalidade angolana. Era procurado desde 1994, depois de ter tentado fazer entrar em território italiano quase um quilo de cocaína oriunda do Brasil, no valor de quase sete milhões de euros.

O mafioso italiano terá chegado ao Uruguai em 2002, depois de ter obtido um passaporte brasileiro falso em nome de Francisco Capeletto. Foi a utilização desse documento que permitiu às autoridades uruguaias realizarem a sua detenção. Buscas posteriores feitas à suas propriedades resultaram na apreensão de 13 telemóveis, 12 cartões bancários, dois carros, 150 fotografias de tipo passe de Morabito em diferentes disfarces, um passaporte português, uma arma e cerca de 50 mil dólares (44 mil euros) em dinheiro.

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