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Irão

Santos Silva pede ao Irão que continue a cumprir acordo e evite erros de cálculo

"A UE tem dito [...] que não se verifica até ao momento nenhum incumprimento do lado do Irão e, por isso mesmo, temos apelado às autoridades iranianas para não incumprirem agora", disse Augusto Silva.

Santos Silva reiterou que Portugal defende "uma investigação independente" àqueles "gravíssimos incidentes"

RODRIGO ANTUNES/LUSA

O ministro dos Negócios Estrangeiros português reforçou esta terça-feira o apelo ao Irão para que continue a cumprir o acordo nuclear e evite “erros de cálculo” que possam fazer com que a situação saia de controlo.

“A União Europeia (UE) tem dito […] que não se verifica até ao momento nenhum incumprimento do lado do Irão e, por isso mesmo, temos apelado às autoridades iranianas para não incumprirem agora”, disse Augusto Santos Silva à imprensa à margem de uma conferência em Lisboa.

Questionado sobre a proximidade da data dada pelo Irão às potências que se mantêm no acordo para que encontrem forma de contornar as sanções dos Estados Unidos, que se retiraram unilateralmente do acordo, o ministro advertiu todas as partes para o risco de atitudes precipitadas.

“A UE criou um mecanismo que está em implementação. É preciso todas as partes no Golfo terem a consciência de que, em muitas das situações criticas, a História mostra-nos que houve erros de cálculo no começo que depois desencadearam processos que as partes deixaram de poder controlar”, afirmou, sublinhando que “é preciso evitar a todo o custo essa situação”.

Questionado sobre se referia a comportamentos do regime iraniano, Santos Silva disse que sim, mas também dos ataques a dois petroleiros. “Cuja autoria não conseguimos ainda determinar”, salientou.

Dois petroleiros, um norueguês e outro japonês, foram alvo de ataques no estreito de Ormuz, a 13 de junho, ataques que os Estados Unidos atribuíram ao Irão, que nega qualquer envolvimento.

“O que é preciso é tentar evitar a escalada”, insistiu, sublinhando que “os Estados Unidos contribuíram para essa contenção quando decidiram não retaliar algo que eles consideram ser um ataque iraniano a petroleiros internacionais”. Santos Silva reiterou que Portugal defende “uma investigação independente” àqueles “gravíssimos incidentes”.

O acordo nuclear internacional de 2015 foi assinado entre o Irão e os 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China — mais a Alemanha), mas Washington retirou-se unilateralmente do acordo em maio de 2018 e voltou a impor fortes sanções económicas ao Irão.

Os europeus, a China e a Rússia mantêm o seu compromisso em relação ao acordo, mas até agora, devido às sanções dos Estados Unidos, não têm sido capazes de permitir que o Irão beneficie das vantagens económicas com que contava.

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