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Sapadores de Setúbal exigem horários dignos e denunciam “arbitrariedades” do comandante

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Em frente à Câmara Municipal de Setúbal, duas dezenas de bombeiros sapadores concentraram-se para exigir "melhores condições de trabalho" e horários melhor regulamentados.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

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  • Agência Lusa
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Cerca de duas dezenas de bombeiros sapadores concentraram-se esta terça-feira em frente à Câmara Municipal de Setúbal para exigirem melhores condições, um horário de trabalho digno e o fim de alegadas arbitrariedades do comandante Paulo Lamego.

Estamos aqui para exigir melhores condições de trabalho, porque as instalações do Quartel dos Bombeiros Sapadores estão bastante degradadas, mas também para protestar contra a desregulamentação dos horários e o desrespeito pela profissão por parte dos responsáveis autárquicos”, disse à agência Lusa Patrícia Teixeira, do STAL, Sindicato dos Trabalhadores da administração Local.

“Entregámos o abaixo-assinado e uma resolução, que aprovámos hoje de manhã, ao vereador dos Recursos Humanos, Manuel Pisco, mas não tivemos qualquer resposta, uma vez que o vereador remeteu qualquer decisão para depois de uma reunião do executivo camarário que terá lugar esta tarde”, acrescentou a sindicalista.

Segundo Patrícia Teixeira, a concentração desta terça-feira em frente aos Paços do Concelho foi apenas mais uma jornada de luta dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, que poderá ter sequência com outras formas de protesto que venham a ser decididas em plenário de trabalhadores, caso as reivindicações apresentadas continuem sem resposta do executivo camarário.

A par do descontentamento com os horários que estão a ser praticados e com a escala de trabalho mensal, que gostariam que voltasse a ser anual, alguns bombeiros acusam também o atual comandante de ter feito várias nomeações diretas para diversas funções no final do ano passado, inviabilizando assim a realização de um concurso público interno, que deveria ter sido lançado em janeiro deste ano e que permitiria a escolha dos melhores para os referidos lugares.

Por outro lado, acusam os responsáveis autárquicos de desrespeitarem a profissão e de já terem chegado “ao ponto de retirar dois bombeiros que estavam a combater um incêndio para que fossem buscar o vereador da Proteção Civil, Carlos Rabaçal, ao aeroporto de Lisboa”.

“Somos bombeiros, não somos motoristas nem pau para todo o serviço mas, por vezes, é assim que somos tratados”, disse à agência Lusa um dos manifestantes, que pediu anonimato por ter “medo de eventuais represálias”.

“Há alguns bombeiros que não estão aqui nesta ação de protesto porque têm medo de represálias, que são frequentes para quem não está nas boas graças do comandante”, acrescentou.

A agência Lusa contactou o comandante dos Bombeiros Sapadores, Paulo Lamego, que se escusou a fazer comentários, remetendo qualquer resposta para o vereador da Proteção Civil ou para a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira.

Confrontada com as acusações do STAL e de alguns bombeiros, fonte do Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Setúbal, remeteu para mais tarde uma eventual tomada de posição.

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