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Anta de grandes dimensões em Évora em “risco de colapso”

A "maior anta de Portugal e da Península Ibérica" está em "estado de abandono e de grande degradação" segundo o vice-presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses.

Construção do monumento remonta entre os inícios do 4.º e meados do 3.º milénio antes de Cristo

NUNO VEIGA/LUSA

A Anta Grande do Zambujeiro, a maior do género na Península Ibérica, situada no concelho de Évora, está em “risco de colapso”, devido ao “estado de abandono e de grande degradação”, alertou um especialista nesta quarta-feira.

O monumento megalítico “encontra-se num estado bastante preocupante e em risco de colapso de toda a sua estrutura”, afirmou o vice-presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses (AAP), Luís Raposo, em declarações à agência Lusa.

Situada a pouco mais de uma dezena de quilómetros da cidade, a Anta Grande do Zambujeiro, cuja construção remonta entre os inícios do 4.º e meados do 3.º milénio antes de Cristo, é um templo funerário de grandes dimensões.

Trata-se de “um monumento muito especial”, que “deveria ser classificado como de interesse europeu e internacional”, porque “é a maior anta de Portugal e da Península Ibérica”, defendeu o vice-presidente da AAP, cuja direção visitou o local a convite da União de Freguesias de Nossa Senhora da Tourega e Nossa Senhora de Guadalupe, no concelho de Évora.

“É um velho problema, não é de agora. Sabíamos que existia um estado de abandono e de grande degradação progressiva em que se encontra”, notou, considerando “fundamental que se tomem medidas para reforçar estruturalmente” a anta.

Luís Raposo indicou que “as pedras verticais que compõem o monumento”, sobretudo as do corredor, estão “praticamente à vista quase até à base”, o que “faz com que esteja em situação progressivamente periclitante de colapso”.

“Depois do reforço estrutural, é necessário pensar em termos arquitetónicos, de visita pública e de arranjo paisagístico, porque é um monumento que é visitado por milhares de pessoas, não obstante as condições em que se encontra”, sublinhou.

O dirigente da Associação dos Arqueólogos Portugueses advertiu também para o acesso ao monumento, localizado numa propriedade privada, nomeadamente uma ponte pedonal de madeira que está num estado de “degradação muito avançado”.

“Tudo é um quadro bastante desolador perante a importância do monumento”, concluiu.

Também em declarações à Lusa, o presidente da união de freguesias, Joaquim Pimpão, disse que, perante a visível degradação da Anta Grande do Zambujeiro, a autarquia organizou a visita da AAP para “ter uma avaliação mais técnica” da situação. A AAP “tem pessoas com outros conhecimentos e capacidades de avaliação que nós não temos para podermos sustentar melhor a nossa decisão de propor a requalificação” do monumento, referiu o autarca.

Joaquim Pimpão frisou que a prioridade deverá passar por se estabelecer um entendimento com o proprietário do terreno onde se situa a anta, salientando que, caso contrário, torna-se “difícil haver algum investimento público” no monumento.

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