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“Europeus não querem grandes autonomias”, diz BMW

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Klaus Frölich é o director de Desenvolvimento da BMW. Em entrevista, afirma que não só é mentira que os europeus queiram eléctricos com grandes baterias, como diz que a venda é “forçada” por Bruxelas.

À semelhança de todos os outros fabricantes europeus, também a BMW prepara uma ofensiva eléctrica. O construtor alemão já possui o i3, alimentado exclusivamente a bateria, mas prepara-se para, já a partir do próximo ano, começar a oferecer uma gama reforçada, com o SUV iX3, mas não só. Daí que sejam estranhas as declarações do seu director de Desenvolvimento, Klaus Frölich.

Segundo o responsável alemão, “os condutores europeus não pedem veículos eléctricos”, garantindo que “são as decisões de Bruxelas que forçam a procura”, ajudada pelos incentivos que muitos países oferecem. Mas Frölich surpreende, sobretudo, quando afirma que “toda esta discussão sobre mais autonomia é completamente mentira”. Isto apesar de a marca alemã ter feito várias actualizações da capacidade da bateria do i3 ao longo do seu tempo de vida e sempre no sentido de a incrementar.

Relembra ainda o director da BMW que na Alemanha, onde a energia é das mais caras na Europa, “há locais em que se paga 50 cêntimos por kWh para recarregar a bateria, o que torna mais barato o uso de motores diesel, sobretudo quando comparado com França, onde o custo é de 20 cêntimos/kWh”. Frölich estaria a referir-se aos carregadores rápidos, que fornecem electricidade a um preço superior, não só devido ao equipamento,como também para desincentivar a sua utilização, dado o esforço que implicam para a rede.

O que o responsável da BMW defende é o recurso aos híbridos plug-in, os PHEV, solução em que tanto a BMW como a Mercedes apostam de forma determinada, defendendo que este tipo de veículos conseguem, por um lado, garantir uma determinada (pequena) autonomia em modo eléctrico, para depois recorrerem ao motor a combustão, a gasolina ou diesel, para não ter de lidar com a lentidão durante as recargas ou a limitação do número de quilómetros a percorrer sem atestar. O que Frölich se esqueceu de considerar é que, sem os incentivos que condena, também os PHEV não seriam uma opção, pois não só está provado que os seus utilizadores raramente recarregam as suas pequenas baterias, como os seus preços são necessariamente mais elevados do que as motorizações asseguradas exclusivamente por motores de combustão.

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