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Soflusa

Mestres mantêm pré-avisos de greve na Soflusa depois de negociações “sem evolução”

“Apresentaram uma proposta igual para as duas empresas, mas podemos dizer que não se registou nenhuma evolução significativa nas negociações", disse Carlos Costa do STFCMM.

Ficaram agendadas para o dia 11 de julho novas reuniões no âmbito do processo negocial

Jose Sena Goulao/LUSA

A Transtejo/Soflusa, responsável pelas ligações fluviais no rio Tejo, e os sindicatos representativos dos trabalhadores reuniram-se esta sexta-feira, sem se registar uma “evolução significativa” nas negociações, mantendo-se os pré-avisos de greve dos mestres da Soflusa para julho.

A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por fazer a ligação entre o Barreiro e Lisboa, sendo ambas geridas pelo mesmo conselho de administração.

“Apresentaram uma proposta igual para as duas empresas, de um valor que será para dividir por dois anos, mas podemos dizer que não se registou nenhuma evolução significativa nas negociações, não foi nada de novo”, disse à agência Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM).

Na Soflusa, os mestres estão a recusar o trabalho extraordinário desde o dia 18 de junho, exigindo que seja respeitado o acordo, celebrado em 31 de maio, para aumentar o prémio de chefia, que dizem ter sido, entretanto, “suspenso”.

A decisão de aumentar o prémio dos mestres, em cerca de 60 euros, levou a que sindicatos de outros categorias profissionais na empresa também avançassem com plenários e pré-avisos de greve, alegando que esta subida causaria uma “desarmonia salarial”.

No dia 17 de junho, na véspera de uma greve marcada pelo Sindicato da Mestrança e Marinhagem da Marinha Mercante, Energia e Fogueiros de Terra (SITEMAQ), foi anunciado que esta seria suspensa na sequência da subscrição de um protocolo negocial entre a administração da empresa e os sindicatos, com o STFCMM a ser o único que não assinou.

Os mestres pretendem que seja pago o acordado no dia 31 de maio e voltaram a recusar o trabalho extraordinário, o que tem originado a supressão de várias carreiras fluviais diariamente, afetando milhares de utentes.

“Vamos reunir com os mestres, porque é a categoria específica que avançou com pré-avisos de greve, muito em breve, para dar conta do que se passou na reunião, mas por agora mantém-se a recusa ao trabalho extraordinário e os pré-avisos de greve”, acrescentou Carlos Costa.

O STFCMM entregou um pré-aviso de greve, a todo o trabalho extraordinário, a partir do dia 06 de julho, bem como um pré-aviso de greve entre as 00h00 do dia 08 de julho e as 24h00 horas do dia 10 de julho.

Fonte oficial do grupo Transtejo disse à agência Lusa que as reuniões com os sindicatos da Transtejo e Soflusa decorreram dentro da normalidade e que ficaram agendadas para o dia 11 de julho novas reuniões no âmbito do processo negocial.

A empresa já explicou que a regularização das carreiras na Soflusa depende da prestação do trabalho extraordinário, frisando que a não realização de trabalho suplementar pelos mestres causa perturbações no serviço.

O grupo Transtejo refere que no dia 17 de junho iniciou negociações com todos os sindicatos subscritores do acordo de empresa, tendo sido assinado um “protocolo que visa dar execução material e garantir a concretização do acordo de 31 de maio”.

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