O Presidente dos Estados Unidos pediu esta sexta-feira à chanceler alemã, Angela Merkel, para ser mais contundente em relação “à perigosa” conduta do Irão, durante um encontro bilateral à margem da cimeira do G20 em Osaka, Japão.

O Presidente pediu que a chanceler Merkel se junte aos Estados Unidos para manter o Irão sob máxima pressão global”, disse a Casa Branca no Twitter, após a reunião.

Tal como a UE, a Alemanha defendeu contenção perante a crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irão nos últimos dois meses e que resultam da decisão de Donald Trump, em 2018, de retirar os EUA do acordo nuclear com Teerão. A Alemanha, uma das cinco potências que assinaram o pacto de 2015, tentou convencer Teerão a permanecer no acordo, apesar da reimposição de sanções norte-americanas.

Em maio, o Governo iraniano anunciou a suspensão de alguns dos compromissos nucleares e deu à UE um ultimato para garantir os interesses de Teerão, caso contrário aumentaria os limites do enriquecimento de urânio.

O pacto assinado em Viena em 2015 entre o Irão e os 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, EUA, França, Reino Unido, Rússia e China, mais a Alemanha) limita o programa nuclear iraniano em troca do levantamento das sanções internacionais.

As tensões no Golfo Pérsico e as “atividades perigosas do Irão no Médio Oriente” concentraram grande parte do diálogo entre Trump e Merkel, de acordo com um comunicado da Casa Branca.

Os dois líderes discutiram também “como estabilizar a Líbia e a região do Sahel, apoiar reformas económicas na Ucrânia”, bem como as “negociações com a China” para conter a guerra comercial entre Washington e Pequim, de forma a “estabelecerem-se padrões justos para o comércio global”, indicou a mesma nota.

A relação entre Trump e Merkel tem sido notavelmente fria nos últimos dois anos, mas o Presidente dos Estados Unidos elogiou a governante antes mesmo da reunião.

“Ela é uma pessoa fantástica, uma mulher fantástica, e eu estou feliz por ela ser minha amiga”, afirmou, enquanto Merkel lembrou a Trump que “as empresas alemãs estão a investir muito nos Estados Unidos”.

Criado em 1999, o G20 integra os ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo e da UE.