O primeiro-ministro português, António Costa, congratulou-se com o “histórico” acordo de integração entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, destacando que “facilita as exportações”, combate “o protecionismo” e promove a “abertura económica”.

“Saúdo o acordo entre a União Europeia e o Mercosul pelo qual Portugal muito se bateu. Cria um mercado de quase 800 milhões de pessoas, facilita as exportações e demonstra que são possíveis acordos que beneficiam todas as partes, combatendo o protecionismo e promovendo a abertura económica”, escreveu António Costa, na rede social Twitter.

Depois de 20 anos de negociações, a UE e o Mercosul fecharam na sexta-feira um Acordo de Associação Estratégica que criará uma das maiores áreas de comércio livre do mundo, um anúncio feito pelo Governo argentino, que detém a presidência do Mercosul.

O acordo alcançado em Bruxelas integra um mercado de 780 milhões de habitantes com cerca de 100.000 milhões de euros em comércio bilateral de bens e de serviços. O acordo foi fechado depois de 48 horas de intensas negociações entre diversos ministros dos países do Mercosul e a Comissão Europeia.

Os representantes dos dois blocos mantinham estreitos contactos com os líderes europeus e sul-americanos reunidos na Cimeira do G20 em Osaka, Japão.

Desde 1999, o Mercosul e a UE mantêm um acordo de comércio livre. As negociações foram interrompidas em 2004 e retomadas em 2010, mas ganharam velocidade a partir de 2016, quando o Mercosul começou a sair do seu confinamento comercial e à medida que os Estados Unidos consolidavam uma postura protecionista na relação com o mundo.

Integram o Mercosul o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai.