Já se conhecem as conclusões da investigação preliminar ao incêndio que destruiu por completo um Tesla Model S na China, em April. A análise foi conjunta, liderada pelas autoridades chinesas com o apoio de técnicos da marca americana, para que as conclusões fossem transversais e definitivas.

O incidente em Xangai, com um Model S, da primeira geração (antes do restyling), coincidiu com situações similares envolvendo veículos eléctricos da Nio (os ES8), fabricante local, o que tornou os incêndios devidos a anomalias em baterias de automóveis num tema muito comentado nas redes sociais. Os responsáveis chineses queriam ver convenientemente explicadas estas ocorrências, daí que tenham solicitado a intervenção directa de ambos os fabricantes.

No comunicado conjunto, é apontada como causa do problema no Model S um incêndio que teve origem num dos módulos da bateria, colocado mais próximo da frente do veículo. Na Weibo, o concorrente chinês do Facebook, a Tesla fez um post em que revela que não foi descoberta qualquer avaria ou dano que justificasse o fogo. Contudo, a marca americana informou que realizou “uma actualização de software over the air para todos os Model S e Model X, visando especificamente a carga e gestão térmica da bateria”.

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Isto afasta a possibilidade de um acidente anterior, ou uma forte pancada na zona inferior do veículo (onde estão as baterias), ter provocado uma deficiência no sistema de refrigeração ou uma fuga no electrólito de uma das células. Ou seja, o Model S chinês não passou por uma situação similar à de um outro Tesla nos EUA, em que os passageiros de um novo veículo foram surpreendidos por um incêndio similar. A Tesla preparava-se para compensá-los com uma nova unidade, quando descobriu que alguém “inadvertidamente” tinha disparado um tiro contra o pack de baterias.

Apesar de concluída a investigação preliminar, a realidade é que os utilizadores de veículos eléctricos não estão mais perto de perceber a origem dos incêndios e, muito menos, de como proceder para reduzir riscos – próprios mas também para quem estaciona ao seu lado. Esperemos que o relatório final efectivamente aponte para uma conclusão. Os utilizadores de veículos alimentados por bateria merecem saber os riscos reais de incêndio, tal como acontece com os modelos com motores a gasolina,  ainda que estes últimos apresentem uma maior probabilidade de estarem expostos a um sinistro deste tipo.