Há mais médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), embora estejam cada vez menos presentes. Segundo o jornal Expresso, 70% dos especialistas não estão em exclusivo no SNS, sendo que o número é ainda maior no que diz respeito aos médicos hospitalares, chegando aos 80%.

Para assegurar o serviço, continua o mesmo jornal, têm sido várias as contratações. Desde 2015 aumentou em 10% o número de especialistas e em 24% o número de internos, ainda que estes contratos não sejam em exclusividade com o SNS. Não estar em exclusividade permite que os médicos trabalhem em simultâneo no privado e no público, e que estes possam trocar as horas extra nas Urgências das unidades onde trabalham por horas que em se pague mais à tarefa.

Os dados da Administração Central do Sistema de Saúde mostram que apenas 5.587 especialistas estão em regime de exclusividade, o que representa 30% do total de médicos a trabalhar no Sistema Nacional de Saúde no ano passado (o número total corresponde a 18.835). Nos hospitais contam-se 2.504 médicos em exclusivo, 20% de um total de 12.448. Desde 2009 que os médicos não podem trabalhar só para o Estado, uma condição que foi extinta por ser cara.

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Escreve ainda o Expresso que, neste verão, quem corre o maior risco devido à falta de resposta na saúde são as grávidas, com quatro hospitais na área de Lisboa a terem falta de anestesistas, obstetras ou neonatologistas no atendimento urgente nos meses de julho e agosto.