O partido ecologista “Os Verdes” exigiu este sábado esclarecimentos sobre o futuro da torre da antiga refinaria da Galp no Parque das Nações. O pedido foi endereçado à Câmara Municipal de Lisboa na sequência de uma recomendado da Assembleia Municipal para que a torre fosse utilizada como miradouro.

“A autarquia, como atual responsável da Torre da Galp, deve promover no curto espaço de tempo, medidas com vista à preservação e dinamização deste equipamento que se entendeu manter, como marca do passado industrial que existiu naquele local antes da realização da Expo’98”, salientam “Os Verdes” num comunicado enviado às redações.

Num requerimento dirigido à Câmara da capital, os eleitos ecologistas questionam a conclusão do estudo para avaliar a estabilidade e as condições de segurança da Torre da Galp, contabilização de custos e definição do programa para a requalificação.

As perguntas do partido “Os Verdes” são:

  1. A Câmara Municipal de Lisboa já procedeu ao estudo que permita avaliar a estabilidade e as condições de segurança da Torre da Galp?
  2. Qual foi a entidade que realizou esse estudo e qual o seu parecer técnico?
  3. Com base no estudo realizado, já foram contabilizados os custos e definido o cronograma para a requalificação da Torre da Galp?
  4. Qual o futuro uso que a autarquia pondera dar à Torre da Galp, em coordenação e articulação com as eventuais entidades candidatas?

Em fevereiro, a Assembleia Municipal aprovou uma recomendação, apresentada inicialmente pelo CDS-PP, para a criação de miradouro no topo da antiga torre da refinaria do Parque das Nações, com a realização de obras.

“Os Verdes” recordam que nessa sessão da Assembleia Municipal, o vereador João Paulo Saraiva (Cidadãos por Lisboa, eleito pelo PS), disse que o miradouro poderia ser uma das soluções a ser equacionada pela autarquia, depois de avaliadas as condições estruturais da Torre e os custos associados à sua requalificação.

Ao longo dos últimos anos, diz o partido, a população tem exigido a recuperação da torre, “pois seria uma forma de valorizar aquela área em termos históricos, económicos, sociais e ambientais”. No entanto, a falta de uso da infra-estrutura tem conduzido “à sua progressiva degradação”.

“Além de ser premente a sua manutenção e requalificação, também por questões de segurança, existindo vidros partidos, apesar de interditos, ocorre o acesso aos patamares de topo da Torre, havendo mesmo quem dali faça uso para as suas necessidades fisiológicas, deposite lixo e faça barulho, incomodando os residentes nos prédios mais próximos da Torre”, salientam “Os Verdes”.