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Afeganistão

Pelo menos 45 talibãs mortos em ataque aéreo das forças do Afeganistão

O raide aconteceu depois da meia-noite de sábado, conta a agência Efe citando o porta-voz do Ministério da Defesa, Fawad Aman.

HEDAYATULLAH AMID/EPA

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  • Agência Lusa
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Pelo menos 45 talibãs foram mortos numa operação das forças pró-governamentais do Afeganistão na província de Balkh, no norte do país, incluindo nove comandantes do grupo rebelde, indicam hoje fontes oficiais.

O ataque aéreo aconteceu depois da meia-noite de sábado (hora local), disse à agência de notícias Efe o porta-voz do Ministério da Defesa, Fawad Aman.

Entre os cerca de cinquenta rebeldes estavam nove comandantes locais dos talibãs, acrescentou.

Este episódio violento aconteceu depois de oito funcionários eleitorais terem morrido, no sábado à noite, num ataque à bomba na província de Kandahar, no sul do Afeganistão, segundo as autoridades locais, que atribuíram a autoria do atentado aos talibãs.

Os funcionários estavam no distrito de Maruf a realizar o recenseamento eleitoral quando ocorreu o ataque.

Além dos oito funcionários também morreram, pelo menos, quatro agentes de segurança afegãos.

Enquanto no Afeganistão continua a violência, decorre a sétima ronda de reuniões no Qatar entre uma delegação de talibãs e representantes dos Estados Unidos para tratar das negociações de paz no país.

Ambos os lados procuram uma saída para quase duas décadas de conflito armado no país asiático, embora até agora os talibãs se tenham recusado a sentar à mesa com o governo afegão.

As negociações incidem sobre quatro pontos essenciais: a retirada das tropas norte-americanas (mais de 20 mil militares), a garantia de que o Afeganistão não voltará a servir de refúgio para grupos terroristas que queiram atacar outros países, um diálogo inter-afegão e um cessar-fogo permanente.

Se ambos parecem estar de acordo sobre os dois primeiros pontos, os talibãs estão reticentes em relação aos outros.

Esta semana, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, anunciou o desejo de conseguir chegar a um acordo de paz até setembro.

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