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Desaparecimentos

Família procura jovem norte-americano desaparecido em Lisboa. Alex Tyk foi visto pela última vez junto à discoteca Urban Beach

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Não se sabe, para já, se Alex Tyk pode ser o jovem cujo corpo foi visto a cair no rio Tejo na madrugada de quinta-feira e cuja identidade não é conhecida. O desaparecimento ainda não foi participado.

A Polícia Marítima está a investigar o alegado desaparecimento e a levar a cabo buscas

Facebook

Um apelo nas redes sociais tem vindo a ser partilhado pela família, ao longo deste domingo: Alex Tyk, de 31 anos, está desaparecido desde quinta-feira e foi visto pela última vez junto à discoteca Urban Beach, na zona de Santos, em Lisboa. Não se sabe, para já, se Alex Tyk pode ser o jovem cujo corpo foi visto a cair no rio Tejo na madrugada de quinta-feira e cuja identidade não é conhecida.

Alguns familiares, nas redes sociais, afirmam já ter contactado a polícia portuguesa. Não identificam, porém qual foi o órgão contactado: se a Polícia Marítima, GNR, PSP ou PJ. Fonte da Polícia Marítima disse ao Observador que, até ao momento, Alex Tyk não foi dado como desaparecido junto deste órgão. O mesmo foi dito por fonte do Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa ao Observador.

Segundo alguns apelos dos familiares nas redes sociais, Alex Tyk estaria num rally tascas (um género de roteiro por vários bares) e esteve na discoteca Urban Beach até às 3h30 da madrugada. O jovem estava hospedado, desde a segunda-feira, dia 24 de junho, num hotel também na zona de Santos — a bagagem que trazia consigo ainda se encontra no hotel. Antes de ir para o rally tascas, Alex teria estado com um casal australiano na piscina do hotel.

Era suposto ele encontra-se com um amigo em Barcelona, na sexta-feira à noite, mas não apareceu. Foi aí que começámos à procura”, lê-se numa das publicações.

De acordo com a página do Facebook, Alex Tyk é natural de Glenview, uma pequena localidade no condado de Cook, no estado norte-americano de Illinois, mas vivia em Denver, capital do estado do Colorado.

O alerta para um corpo a boiar no rio Tejo foi dado por uma testemunha que se encontrava no local e que, cerca das 5h00 da manhã da última quinta-feira, “diz ter visto um jovem, por volta dos 20 anos, dentro de água, a montante da discoteca Urban Beach”, disse a mesma fonte. Não se sabe para já se o jovem teria estado em alguma discoteca daquela zona. Num vídeo a que o Observador teve acesso, filmado a partir do interior do Urban Beach, é possível ver várias luzes de emergência de veículos estacionados junto ao Lust in Rio, outra discoteca na mesma zona.

[A testemunha] disse que foram lançados à água alguns objetos flutuantes para que ele tentasse agarrar, mas o jovem não terá reagido. O homem terá afundado“, revelou o comandante Pereira da Fonseca.

A testemunha não terá percebido se o jovem estava consciente. “Apenas diz que não terá reagido”, explica a mesma fonte. A Polícia Marítima está a investigar o alegado desaparecimento. Após o alerta, a Capitania do Porto de Lisboa enviou para o local uma embarcação de salva-vidas, uma embarcação da Polícia Marítima e uma patrulha por terra.

Não avistaram nada. Identificaram a testemunha que, entretanto, foi chamada a prestar declarações, no âmbito do processo de investigação criminal que foi instaurado”, disse o comandante.

Para o local, foram ainda mobilizados meios da PSP, uma equipa do INEM, uma equipa do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa e ainda uma equipa de mergulho. Estes meios foram desmobilizados por volta das 8h30, após não o jovem não ter sido encontrado. “Mantém-se na água buscas através das embarcações e, por terra, com buscas da Polícia Marítima“, disse ainda o porta-voz.

Em 2013, João Medeiros caiu ao Tejo depois de sair da discoteca Urban Beach

Em fevereiro de 2013, João Medeiros, um jovem açoriano de 24 anos, desapareceu depois de ter saído sozinho da discoteca Urban Beach, por volta das 4h00 da madrugada. Na altura, foram realizadas buscas no rio Tejo, mas o corpo nunca foi encontrado.

Uma das teses do desaparecimento seria a de que João Medeiros teria sido assaltado e assassinado por elementos de extrema-direita — foi, aliás, esta versão que o antigo dirigente da Frente Nacional, Mário Machado, apresentou numa carta que escreveu à Procuradoria-Geral da República, onde revelava a sua versão dos factos.  João Medeiros nunca foi encontrado e o mistério ficou por resolver. O jovem consta na lista de desaparecidos da Polícia Judiciária, que investigou o desaparecimento.

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