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Realizador português Abi Feijó entre os novos membros da Academia dos Óscares

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O nome de Abi Feijó surge na lista de 849 novos membros, de 54 países diferentes. A academia de Hollywood tem como objetivo tornar a associação mais diversa e representativa.

Abi Feijó realizou o seu primeiro filme, "Oh que Calma", em 1985

PAUL BUCK/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O realizador e produtor português Abi Feijó foi convidado a integrar a Academia de Cinema dos Estados Unidos, que atribui anualmente os prémios Óscares.

O nome de Abi Feijó surge na lista de 849 novos membros, de 54 países, divulgada esta segunda-feira pela academia norte-americana, que os convidou, e que terão poder de voto na escolha dos premiados.

Com a entrada de novos membros, tem a academia de Hollywood o objetivo de tornar a associação mais diversa e representativa, especificando que, do total de novos membros, este ano, 50 por cento são mulheres e 29 por cento são “pessoas de cor”.

Abi Feijó nasceu em Braga em 1956, é licenciado em Arte Gráfica e Design, pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, cidade onde fundou o seu primeiro estúdio de cinema de animação, o Filmógrafo. Antes, fez um estágio no Office National du Film du Canada, sob a orientação de Pierre Hébert, onde realizou o seu primeiro filme, “Oh que Calma” (1985).

Em 2000 criou a Casa da Animação, centro cultural dedicado ao Cinema de Animação, no Porto, e, mais tarde, a produtora Ciclope Filmes.

Depois da estreia na realização, dirigiu ainda as curtas “A noite saiu à rua” (1988), “Os Salteadores” (1993) — um dos seus filmes mais premiados — “Fado Lusitano (1994) e “Clandestino” (2000).

Com Regina Pessoa, que entrou para a academia de Hollywood no ano passado, fez “Estrelas de Natal”, em 1998, e, com Daniela Duarte, “Nossa Senhora da Apresentação”, em 2016.

Entre os novos membros anunciados pela Academia de Cinema dos Estados Unidos, encontra-se igualmente o histórico produtor brasileiro Luiz Carlos Barreto, responsável por filmes como “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, e “Bye Bye Brazil”, de Carlos Diegues.

Do Brasil, a lista divulgada inclui ainda a realizadora Laís Bodanzky (“Como Nossos Pais” e “Chega de Saudade”), a diretora de fotografia Carolina Costa (“Las elegidas”) e o compositor Heitor Teixeira Pereira (“Angry Birds 2”, “Playmobil”, “Gru, o maldisposto 3”).

A jovem atriz mexicana Marina de Tavira, nomeada este ano para o Óscar de melhor atriz pelo desempenho em “Roma”, de Alfonso Cuarón, é também um dos novos membros convidados para a academia de Hollywood, à semelhança das norte-americanas Lady Gaga e Elisabeth Moss.

O histórico ator francês Jean-Louis Trintignant, que regressou aos ecrãs nos últimos anos, com o realizador austríaco Michael Haneke (“Amor” e “Happy End”), é outro dos 849 novos membros anunciados nesta segunda-feira.

Em 2018, entre os novos membros convidados estavam a realizadora portuguesa Regina Pessoa, o editor de som Nelson Ferreira e o designer Luís Sequeira, ambos canadianos com raízes em Portugal, nomeados para os Óscares pelo filme “A forma da água”, do mexicano Guillermo del Toro.

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