A entrada de João Sousa nos circuitos de relva este ano nem foi a melhor, com uma derrota frente a Frances Tiafoe no torneio holandês de s-Hertogenbosch. E a última prova em que tinha participado antes do terceiro Grand Slam da temporada também não foi auspicioso, com um desaire diante de Lorenzo Sonego na ronda inicial do 250 de Antalya, na Turquia. No entanto, houve pelo meio o prestigiado torneio de Halle, onde o português venceu Jannik Sinner, Miomir Kecmanovic e Hubert Hurkacz antes de cair com o croata Borna Coric em três sets com a decisão a surgir num tie break a 7-4. E foi o melhor dessa semana na Alemanha que o vimaranense mostrou esta terça-feira numa estreia auspiciosa em Wimbledon.

Tendo pela frente o wild card de 19 anos Paul Jubb, britânico que ainda tem estatuto de amador (daí que não possa ter recebido os 50 mil euros a que teria direito por entrar nesta fase inicial em Wimbledon) mas que tem vindo a mostrar sinais prometedores para o futuro e em quem recaíam muitas esperanças numa surpresa por parte do público da casa, João Sousa teve um arranque arrasador com uma “bicicleta” (6-0) logo no primeiro set, a que se seguiu um triunfo por 6-3, uma derrota no tie break do terceiro set por 10-8 (tendo dois match points pelo meio) e nova vitória esclarecedora por 6-1 no quarto e último set.

De referir que esta foi a segunda vez que João Sousa superou a ronda inicial, tentando agora igualar o feito alcançado em 2016 quando chegou à terceira eliminatória depois de derrotar o russo Dmitry Tursunov (3-6, 7-6, 4-6, 6-3 e 7-5) e o americano Dennis Novikov (6-4, 6-4, 3-6 e 6-4), perdendo de seguida com o checo Jiri Vesely por 6-2, 6-2 e 7-5. Em 2014, 2015, 2017 e 2018, o português tinha caído sempre na partida inaugural no All England Club.

Na próxima ronda, João Sousa terá pela frente o vencedor da partida entre o croata Marin Cilic, 13.º cabeça de série do torneio, e o francês Adrian Mannarino.