Cerca de 14% dos portugueses entre os 20 e os 34 anos, com uma licenciatura, pós-graduação, mestrado ou doutoramento, não conseguiram emprego nos três anos seguintes à conclusão do grau académico. Os dados foram esta quinta-feira divulgados pelo Eurostat e permitem concluir que, ainda assim, Portugal está em linha com a média da União Europeia, onde o valor atinge os 14,5%.

Por outras palavras, em 2018, 85,9% dos jovens em Portugal com diplomas universitários obtidos três anos antes, estavam  empregados, ficando o país a meio da tabela. A média da União Europeia fixou-se em 85,5%, uma subida de 0,6 pontos percentuais face a 2017, mas menos 1,4 pontos percentuais face a 2008.

Pela positiva destacam-se Malta (96,7%), Holanda (94,8%) e Alemanha (94,3%). Já no extremo oposto estão Grécia (59%), Itália (62,8%) e Croácia (75,2%).

O gabinete de estatísticas da União Europeia conclui ainda que “os jovens com formação superior registaram taxas de emprego mais elevadas e estavam, em geral, mais protegidos dos riscos de desemprego do que os jovens que entraram no mercado de trabalho com níveis inferiores de educação”.

Fora da União Europeia, mas no espaço europeu, destaque ainda para a Islândia ou Noruega, onde, respetivamente, 95,8% e 94,8% dos jovens graduados conseguiram entrar no mercado de trabalho nos três anos após terem obtido o diploma.