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Caixa Geral de Depósitos

Caixa Geral de Depósitos cede ao Banco de Portugal: retenção dos juros em depósitos cai por terra

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Objetivo da Caixa era cortar no pagamento de juros inferiores a um euro. Banco de Portugal afirmou que era contra a política. Caixa cedeu e descarta decisão.

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

A mudança estava prevista para ser aplicada em agosto mas não vai acontecer. O Banco de Portugal já tinha discordado da decisão da Caixa de deixar de pagar juros de depósitos quando estes fossem inferiores a um euro e o banco público cedeu mesmo. Noticia esta quinta-feira o Expresso que houve um recuar de decisão e, afinal, a Caixa vai mesmo pagar esse montante aos seus clientes.

A Caixa Geral de Depósitos tomou boa nota da comunicação efetuada pelo Banco de Portugal. Em face da expetativa criada, a Caixa decidiu acolher a recomendação sobre a medida que entraria em vigor no dia 1 de agosto”, refere a instituição de Paulo Macedo em comunicado oficial.

Da mesma forma, a DECO também já se tinha mostrado contra a decisão. António Ribeiro, economista da entidade, afirmou que a política não era “moralmente correta” nem incentivava à poupança.

A história começa há duas semanas: os clientes da Caixa Geral de Depósitos receberam a informação de que o banco público iria deixar de pagar juros “sempre o valor” bruto “dos juros calculados seja inferior a um euro”. Ou seja, quem tivesse aplicações de 6.667 euros perderia o direito à remuneração do capital.

A medida fez ainda soar alarmes no parlamento. O Bloco de Esquerda chegou a questionar quanto valeria para a Caixa a imposição do limite em questão.

Já o Governo, “empurrou” para a administração da Caixa toda a responsabilidade pela polémica. “Cumpre à administração [da CGD] definir e implementar as medidas concretas de execução do plano estratégico, incluindo no que respeita à atualização das taxas de juros dos depósitos a prazo. No atual contexto de taxas de juro negativas, a remuneração de depósitos e poupanças pelo setor bancário está sujeita a constrangimentos adicionais”, declarou ao Expresso fonte oficial do gabinete do ministro das Finanças.

Se a medida entrasse em vigor, seria algo inédito na grande banca. Escreve ainda o mesmo jornal que todos os clientes vão assim ter direito à remuneração indexada às aplicações, independentemente do valor.

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