“Juntos, fazemos parte de uma das maiores histórias de sempre: a história da América”, declarou Donald Trump. A mensagem foi de união e patriotismo. E outra coisa não se esperava: afinal, foi a celebração do 243º aniversário da independência norte-americana. E o Presidente dos Estados Unidos não se poupou nos elogios ao povo e história do seu país. “A nossa nação está hoje mais forte do que nunca”, afirmou sob um céu cinzento depois de uma imponente parada militar.

Aliás grande parte do discurso de 45 minutos do presidente norte-americano passou pelo enaltecimento do exército, enquanto jatos da força aérea voavam sobre Washington.

Celebramos a nossa História, o nosso povo e os heróis que com orgulho defendem a nossa bandeira: os corajosos homens e mulheres do exército dos Estados Unidos. Durante mais de 65 anos, nenhuma força aérea inimiga conseguiu matar um soldado americano que fosse. Porque os céus pertencem aos Estados Unidos da América”, saudou Trump.

E o líder da Casa Branca foi também além fronteiras. Literalmente. É que Trump prometeu colocar em “breve” uma bandeira norte-americana na Lua e… em Marte. “Vamos outra vez à Lua em brevemente e colocaremos a bandeira dos Estados Unidos em Marte em breve”, garantiu.

Trump discursou no famoso Lincoln Memorial, detrás de um vidro à prova de bala. E foi de lá que abordou também os avanços do país no que toca a direitos civis e igualdade de género. Mas, para o Presidente dos EUA, há ainda muito a fazer.

Enquanto nos mantivermos verdadeiros ao nosso percurso, enquanto nos lembrarmos da nossa grande História e se nunca, mas nunca, deixarmos de lutar por um futuro melhor, não vai haver nada que a América não possa fazer”, prometeu.

E, claro, as referências elogiosas à guarda fronteiriça norte-americana e aos serviços de imigração, não poderiam faltar. Afinal, são estas as forças que têm permitido a Trump levar a cabo as suas políticas de migração.

Num discurso fortemente aplaudido pelos espetadores no local, o Presidente foi sempre optimista: “Nunca esqueceremos que somos americanos. E que o futuro nos pertence”.

“Uma Saudação à América” — um dia marcado por aplausos e protestos

Donald Trump foi acusado de tentar transformar as celebrações do histórico feriado num evento político. O presidente criou mesmo o seu próprio evento, à margem dos desfiles em Washington. O evento de Trump foi anunciado no Twitter e denominado pelo próprio “Uma Saudação à América”.

Mas se uns ergueram cartazes como “Trump 2020” em manifesto apoio ao presidente, outros fizeram voar no céu o balão Baby Trump e cartazes que criticaram as políticas do chefe do país.