Para celebrar os 60 anos da sua fundação, a renascida marca italiana De Tomaso marca presença nesta edição do Festival de Velocidade de Goodwood com a interpretação moderna do P70, o protótipo de competição que nos anos 60 juntou Alessandro Tomaso e Carroll Shelby, mas que acabou por não ficar concluído. A espera valeu a pena: não só porque o regresso da De Tomaso era há muito aguardado, mas sobretudo porque o novo P72 é senhor de uma estética simplesmente arrebatadora, ao que vai aliar a exclusividade de uma produção limitada a escassas 72 unidades. Daí que o preço não esteja ao alcance do mais comum dos mortais, pois cada unidade arranca nos 750.000€, antes de impostos, sendo já possível fazer a encomenda.

Se o P70, assim denominado porque o objectivo do projecto era pegar no V8 4.7 litros da Ford e ‘puxá-lo’ até aos 7.0 litros, já era um protótipo com uma imagem invulgar à época, evidenciando preocupações aerodinâmicas, o P72 eleva brutalmente a fasquia. O seu design olha para trás, inspira-se no passado, mas está longe de se ficar por um exercício de estilo saudosista. Com formas deslumbrantes, o novo coupé exibe uma estética algures entre o agressivo e o elegante, mas claramente marcada pelas linhas curvilíneas.

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A informação técnica ainda é praticamente nula, mas poucas dúvidas haverá que sob o capot estará um bloco digno de fazer justiça à imagem performante do novo coupé. Isto porque, neste seu regresso às lides e às luzes da ribalta, a De Tomaso tem à sua disposição o banco de órgãos da Apollo Automobili, razão pela qual recorre ao chassi monocoque em fibra de carbono do Intensa Emozione. Recorde-se que o desportivo alemão recorre a um V12 de 6,3 litros naturalmente aspirado, de origem Ferrari, que debita 791 cv e 760 Nm de binário, sendo previsível que o De Tomaso P72 opte por esta solução. Certo é que a transmissão vai ser manual, remetendo para o antecessor dos anos 60. Pelo que se viu e ouviu em Godwwod, não soa nada mal: