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Greve

Fertagus regista aumento de 30% dos utentes no Barreiro devido à greve da Soflusa

Na estação de Coina o aumento foi de 30%, mas as contas totais não registaram diferenças no número de utilizadores. Durante os três dias de greve da Soflusa estão previstos serviços mínimos.

A paralisação da Soflusa foi convocada pelo STFCMM e estende-se até quarta-feira

MIGUEL A. LOPES/LUSA

A Fertagus, empresa que faz a ligação ferroviária na Ponte 25 de Abril, entre Almada e Lisboa, registou esta segunda-feira um aumento de 30% dos passageiros na estação de Coina, no Barreiro, devido à greve dos mestres da Soflusa.

“No total do dia e até à hora de almoço não registámos mais passageiros, o que se deve principalmente às férias, no entanto, na estação de Coina, sim, tivemos um acréscimo de cerca de 30%”, adiantou à Lusa a porta-voz da Fertagus, Raquel Santos.

Segundo a representante, o maior movimento de utentes na estação ferroviária “é normal face à situação de greve” da Soflusa, empresa que assegura a ligação fluvial entre o Barreiro, no distrito de Setúbal, e o Terreiro do Paço, em Lisboa. Apesar do maior número de utentes, a Fertagus indicou que não há registo de “nenhum constrangimento”.

Os mestres da Soflusa cumprem esta segunda-feira o primeiro dia de greve, com uma adesão de 100%, segundo o Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM), reivindicando o cumprimento do acordo estabelecido em 31 de maio com a administração, de aumento do prémio de chefia em cerca de 60 euros, que dizem ter sido “suspenso”.

A empresa desmentiu esta segunda-feira esta situação, garantindo que “estão a decorrer reuniões com os sindicatos para a sua efetivação”.

A paralisação foi convocada pelo STFCMM e estende-se até quarta-feira, assim como a greve ao trabalho extraordinário, que se iniciou no sábado e se prolonga até 31 de dezembro. Segundo Carlos Costa, do STFCMM, a situação manteve-se “calma” no terminal fluvial do Barreiro, prevendo que se mantenha “tudo parado”, tanto a nível dos profissionais em greve, como das ligações fluviais.

De acordo com a página da Soflusa, durante os três dias de greve apenas estão previstos os serviços mínimos decretados pelo tribunal arbitral, de quatro carreiras (00h30 e 5h05 no Barreiro, no distrito de Setúbal, e 1h00 e 5h30, no Terreiro do Paço, em Lisboa).

Já numa nota escrita, enviada à Lusa, a empresa sublinhou que “hoje serão prejudicados 32.000 passageiros que utilizam diariamente a ligação fluvial”.

Para diminuir o impacto nos utentes, a Soflusa está a reforçar a oferta no terminal do Seixal, no distrito de Setúbal, até às 00h00, disponibilizando estacionamento gratuito e transporte rodoviário entre o Barreiro e o Seixal. O título de transporte do Barreiro também está válido nas ligações do Montijo e Cacilhas, em Almada.

Para quinta-feira está marcada uma reunião entre a administração e o STFCMM.

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