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Migrantes

“Os migrantes são, antes de mais nada, seres humanos”, alerta Papa Francisco

Para o Papa, os migrantes são hoje “o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada”. Francisco louva ainda os socorristas que salvam vidas no Mediterrâneo.

O Papa Francisco discursou no âmbito do sexto aniversário da viagem que fez à ilha italiana de Lampedusa

PAULO NOVAIS/LUSA

O Papa Francisco recordou esta segunda-feira, durante a homilia da missa que celebrou no Vaticano, que os migrantes são, antes de mais nada, seres humanos.

A intervenção do chefe da Igreja Católica ocorreu no sexto aniversário da viagem que fez à ilha italiana de Lampedusa. A missa coincide com o momento em que as organizações não governamentais que se dedicam a salvar migrantes no Mediterrâneo, que o Papa sempre tem apoiado, têm mantido duros braços de ferro com as autoridades italianas e em especial com o ministro do Interior, Matteo Salvini, que os impedem de desembarcar as pessoas resgatadas.

Perante as cerca de 250 pessoas que se sentaram nos bancos da Basílica de São Pedro, entre imigrantes, socorristas e pessoal envolvido no resgate, o papa disse que neste sexto aniversário pensa “naqueles que todos os dias clamam ao Senhor, pedindo para seres libertados dos males que os afligem”.

Recordou que entre estes estão “os enganados e abandonados para morrer no deserto” e também “os torturados, maltratados e violados em campos de detenção” e os que “desafiam as ondas de um mar implacável” ou são “deixados em campos de um acolhimento que é demasiado longo para ser chamado de temporário”.

Este domingo, durante a oração do Angelus, Francisco recordou o bombardeamento de um centro de migrantes em Tripoli (Líbia) e exortou a não tolerar estes ataques e a estabelecer corredores humanitários para os mais vulneráveis.

Na homilia desta segunda-feira exclamou: “São pessoas, não se trata apenas de questões sociais ou migratórias!”. Para o Papa, os migrantes são hoje “o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada”.

Numa celebração simples, acompanhada por um simples coro, perante as famílias de migrantes resgatados no Mediterrâneo, na maioria de origem africana, Francisco instou a “ajudar os mais débeis e vulneráveis” e a esticar o braço “às crianças, aos enfermos, aos excluídos, aos que de outra forma ficariam para trás e apenas veriam misérias sobre a terra, sem descobrir desde já um resplendor de céu”.

“Esta é uma grande responsabilidade, da qual ninguém pode estar isento, se queremos levar a cabo a missão de salvação e libertação para que o mesmo Senhor nos chamou a colaborar”, acrescentou Francisco.

Ao referir-se aos migrantes, o Papa disse que muitos chegaram só há uns meses, mas já estão a ajudar os irmãos e irmãs que chegaram recentemente e agradeceu-lhes o “lindo sinal de humanidade, gratidão e solidariedade”.

Durante as passagens da missa evocou também os socorristas que salvam vidas no Mediterrâneo.

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