A BMW prefere definir o X6 não como um SUV, mas como um SAV (Sports Activity Vehicle) com ares de coupé. Denominações à parte, a verdade é que a fórmula conquistou clientela e tem vindo a renovar-se desde o seu lançamento, em 2008. Chega agora a terceira geração, cuja introdução no mercado ocorrerá a partir de Novembro próximo, posicionando-se como uma alternativa a modelos como o Audi Q8, o Porsche Cayenne Coupé e o Mercedes GLE Coupé.

Crescendo em todas as medidas, excepto em altura (6 mm mais baixo, 1.696 mm), o novo X6 exibe uma imagem mais imponente: está 26 mm mais comprido que o X6 de 2015 (4.935 mm) e 15 mm mais largo (2.004 mm). O incremento das dimensões reflecte-se na distância entre eixos, que também aumentou 42 mm (2.975 mm), o que reverterá numa maior amplitude para quem se senta nos lugares posteriores. A bagageira, contudo, não revela quaisquer ganhos, mantendo-se os 580 litros da geração anterior – o que significa que, neste quesito, o X6 perde para todos os seus concorrentes (Q8 com 605 litros, GLE com 650 litros e Cayenne Coupé entre 600 e 625 litros).

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Esteticamente, a maior mudança concentra-se na dianteira. É clara a aproximação da linguagem estilística aos mais recentes lançamentos da marca bávara, com o X6 a adoptar a grande grelha de duplo rim que os novos Série 7 e X7 exibem. A novidade, aqui, é que o novo SUV oferece pela primeira vez a possibilidade de a grelha ser iluminada, opcional esse que é activado automaticamente com a abertura e o fecho das portas, podendo mesmo dar um ar da sua graça durante a condução. De série, as jantes são de 19 polegadas, excepto nas versões mais potentes (21 polegadas).

Personalizável com duas linhas de equipamento, xLine e M Sport, o novo X6 apresenta um habitáculo em linha com o X5, propondo o chamado BMW Live Cockpit Professional, que combina um painel de instrumentos de 12,3 polegadas com outro display, do mesmo tamanho, ao serviço do sistema multimédia. Entre outras habilidades, destaque para o mordomo digital, sempre disponível para ajudar o condutor mal este entabule conversa, soletrando as palavras mágicas: “Hey BMW”.

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Quanto aos sistemas de segurança, são inúmeros os dispositivos disponíveis, incluindo o mais avançado pacote Driving Assistant Professional. De série, porém, o cliente pode contar apenas com o cruise control activo com detecção de peões e ciclistas e travagem de emergência. A assistência ao parqueamento também é standard, podendo o X6 memorizar 50 metros da trajectória em frente e replicá-los automaticamente em marcha-atrás, no que pode ser uma ajuda particularmente útil em zonas muito estreitas.

Sob o capot, quatro opções em paridade: dois diesel e dois gasolina. A gasóleo, a oferta compõe-se pelo xDrive30d de 265 cv e pelo M50d de 400 cv. Já o xDrive40i é o mais pequeno dos blocos a gasolina, debitando 340 cv contra os 530 cv do M50i, o motor mais possante e o único oito cilindros – os restantes são seis cilindros. Qualquer que seja a escolha do cliente, a transmissão é sempre a Steptronic, uma caixa automática de oito relações com conversor de binário. Como é habitual, xDrive é sinónimo de tracção integral, enquanto as versões M se impõem por um pendor mais aguerrido, incluindo de série o sistema de escape desportivo M Sport, que é um extra na restante oferta.