Só a partir do ano letivo 2022/2023 é que estarão certificados os primeiros manuais do 1º ciclo — para o 3º ano de escolaridade — concebidos de raiz para serem reutilizados, noticia esta terça-feira o Jornal de Notícias, com base em esclarecimentos feitos ao jornal pelo Ministério da Educação.

A notícia surge depois de a Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) ter avisado, na semana passada, que os livros dos 1.º e 2.º anos do ensino primário “não vão ser reutilizáveis” pelos alunos no próximo ano letivo.

Antes, o ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues tinha dito, no parlamento, que 45% dos manuais até ao 6.º ano transitaram para os estudantes no ano seguinte. O presidente da ANDE, Manuel António Pereira, reagiu a essa declaração dizendo que “a estrutura dos manuais não está pensada para a reutilização” nos primeiros anos do ensino primário, porque os alunos escrevem, desenham e colam autocolantes nos livros.

Ao JN, o Ministério da Educação diz que “a vigência dos manuais escolares para todas as disciplinas do 1º ciclo do ensino básico expira, independentemente da editora que os produz”, no mesmo prazo: o final do ano de 2023/24 para o 1º ano, do ano letivo 2024/25 para o 2º ano, do ano letivo 2021/22 para o 3º ano e do ano letivo de 2022/23 para o 4º ano.