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Sindicatos

Médicos desistem de negociar com ministra e pedem intervenção do primeiro-ministro

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Os sindicatos dizem que "já não era aceitável" continuar a negociar com o Ministério da Saúde. "Vamos renovar o apelo à intervenção do primeiro-ministro".

Os sindicatos médicos estiveram nesta terça-feira reunidos com Marta Temido no Ministério da Saúde em Lisboa

Hugo Delgado/LUSA

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) apelou à intervenção do primeiro-ministro para resolver as exigências dos profissionais, indicando que terminaram esta terça-feira as negociações com a ministra da Saúde.

Os sindicatos médicos estiveram nesta terça-feira reunidos com Marta Temido no Ministério da Saúde em Lisboa, após na semana passada terem realizado dois dias de greve nacional.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, indicou que a ministra da saúde não apresentou qualquer matéria para que as negociações continuassem, tratando-se, por isso, do fim das negociações com o Ministério.

“Vamos renovar o apelo à intervenção do primeiro-ministro”, afirmou.

A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou a disponibilidade do Ministério para continuar a negociar com os sindicatos, rejeitando a ideia de que se trata de propaganda ou uma farsa, como afirmou Roque da Cunha à saída da reunião, em declarações aos jornalistas.

A governante remeteu para “as agendas preparatórias” das reuniões negociais anteriores, afirmando que houve pontos que foram sendo resolvidos, rejeitando as acusações e considerando que “não é a realidade” do momento atual nem do início da legislatura.

Marta Temido afirmou que ainda havia “pontos em cima da mesa” para discutir e reiterou a disponibilidade para um consenso, que considerou “distinto de uma parte fazer prevalecer a sua opinião”.

Os sindicatos “entenderam que já não era aceitável” continuar a negociar e saíram da reunião, apesar de a tutela ter previsto outras reuniões para julho e setembro.

Da sua parte, mantém-se a “disponibilidade para trabalhar com as populações e reforçar o Serviço Nacional de Saúde”.

Os médicos exigem que todos os portugueses tenham médico de família, lutam pela redução das listas de utentes dos médicos e por mais tempo de consultas, querem a diminuição do serviço em urgência das 18 para as 12 horas, entre várias outras reivindicações, que passam também por reclamar que possam optar pela dedicação exclusiva ao serviço público.

No pré-aviso da greve de 2 e 3 de julho, os médicos pediam ainda a negociação de uma nova grelha salarial, que indicam que já devia ter ocorrido em janeiro de 2015.

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