Foi há mais de um ano que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e outras entidades da economia social assinaram o acordo para entrar no capital da Associação Mutualista Montepio Geral. Contudo, noticia o Negócios, continua por criar a instância de representação através da qual os novos acionistas passam a ter poder de decisão na estratégia do banco.

O acordo foi assinado no final de junho do ano passado, culminando com um processo polémico que começou com a Santa Casa a investir até 200 milhões de euros no capital da mutualista e acabou com um conjunto de entidades — a Santa Casa e várias outras — a fazerem investimentos simbólicos na mutualista liderada por Tomás Correia.

O acordo previa que fosse criada uma “instância de representação” que permitisse que as entidades da economia social detentoras de capital do Montepio “acompanhem e participem no processo de decisão estratégica”.

Esta informação foi confirmada em março, ao Negócios, por fonte oficial da SCML. Mas o jornal garante que essa “instância de representação” continua por criar. Mas fonte oficial da mutualista tem outra interpretação: a “assembleia de representantes reúne regular e periodicamente, o que permite o acompanhamento do desenvolvimento da instituição”.

O que não fica claro é quem é que compõe essa assembleia de representantes, uma informação que poderá ser esclarecida pelo provedor da Santa Casa, Edmundo Martinho, quando esta terça-feira apresentar o relatório de gestão e contas de 2018.