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Turquia

Erdogan defende reforma do Banco Central turco após demitir governador

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, defendeu uma reforma do Banco Central do país, pouco dias após ter destituído o seu governador, Murat Çetinkaya, em declarações ao diário Habertürk.

STRINGER/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, defendeu uma reforma do Banco Central do país, pouco dias após ter destituído o seu governador, Murat Çetinkaya, em declarações ao diário Habertürk divulgadas esta quarta-feira.

“O Banco Central é crucial para as finanças. Se não o reformarmos, poderíamos enfrentar sérias dificuldades”, disse Erdogan num voo de regresso da Bósnia-Herzeogovina, onde participou numa homenagem às vítimas de Srebrenica.

Çetinkaya foi destituído no sábado por decerto presidencial, após rejeitar as pressões de Erdogan para baixar as taxas de juro, que atualmente se situam nos 24%.

“Não inspirava confiança aos mercados. A sua comunicação com os mercados não era boa”, acrescentou o líder turco ao justificar a decisão de demitir o governador.

“As suas decisões estavam a tornar-se insuportáveis. Ao analisar tudo, avaliámos a situação e decidimos que era necessária uma mudança”, acrescentou.

A volatilidade da lira turca, que após perder cerca de 30% do seu valor face ao euro em 2018 permanece sob pressão, e ainda o aumento da inflação, provocou vários desentendimentos entre o chefe da entidade emissora e o Presidente turco, que insiste em baixar as taxas de juro.

Numerosos analistas têm considerado que a inação do Governo e as tentativas de ingerência de Erdogan nas funções do Banco central estão a preocupar os investidores e a impedir a chegada de divisas, imprescindíveis para a Turquia.

A alteração na liderança do Banco central ocorre alguns dias antes da próxima reunião dos executivos da entidade financeira.

Neste encontro aguarda-se que seja aprovada uma redução das taxas de juro, após um retrocesso da inflação anual que registou em junho a taxa mais baixa desde julho de 2018 (15%), e após ter disparado para 25% em outubro passado.

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