O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou na terça-feira a Sociedade Portuguesa de Cardiologia com o título de membro honorário da Ordem da Instrução Pública pelo seu “prestígio científico” e “serviço à comunidade”.

A condecoração foi entregue ao presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Victor Gil, no final de uma sessão solene que assinalou os 70 anos desta organização, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na qual esteve presente e o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães.

Numa curta intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia, declarando que tem tido, nestas sete décadas, “uma vida notável de prestígio científico, de renome internacional, de serviço à comunidade, de excelência no quadro da medicina nacional”.

“Perante tão eloquente percurso de vida, notável lhe chamei eu, a justiça estrita impõe ao Presidente da República Portuguesa que reconheça formalmente o mérito que a exorna e traduza esse reconhecimento na condecoração com o título de membro honorário da Ordem da Instrução Pública”, considerou.

A Ordem da Instrução Pública destina-se a “galardoar altos serviços prestados à causa da educação e do ensino”.

À saída desta sessão solene, o chefe de Estado referiu que a Sociedade Portuguesa de Cardiologia “começou por ser uma sociedade científica de um conjunto de conhecedores, muitos deles professores, que se juntaram e representavam o que havia de mais avançado na cardiologia portuguesa”.

“Podia ter ficado por aí e não ficou por aí, e bem, porque se virou para a sociedade, percebeu que era preciso criar uma cultura na sociedade. E a viragem que houve na sociedade portuguesa, entre os anos 50 e os dias de hoje deve-se muito, na sensibilidade às doenças e às patologias cardiovasculares, à ação desta sociedade. E por isso a Ordem da Instrução Pública”, acrescentou.