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Coprodução portuguesa financiada em 30 mil euros por fundos da Berlinale

O filme "Corte Real", coprodução entre Brasil e Portugal realizada por Júlia de Simone, terá financiamento no valor de 30 mil euros do Berlinale World Cinema Fund, ao lado de mais 13 projetos.

O Festival de Cinema de Berlim (Berlinale) é um dos mais consagrados na indústria

ADAM BERRY/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O filme “Corte Real”, uma coprodução de Portugal e do Brasil, vai ser apoiado pela Berlinale World Cinema Fund (WCF) com um financiamento de 30 mil euros, foi anunciado nesta quinta-feira.

Na 30.ª sessão do júri da Berlinale WCF, o júri recomendou a contribuição para o financiamento de 13 projetos cinematográficos da Argentina, Equador, Tailândia, Filipinas, Colômbia, Nigéria, África do Sul, Senegal e Brasil.

Segundo o comunicado da Berlinale, quatro projetos de filmes – da Argentina, Equador e Filipinas – foram propostos para o financiamento da produção. No âmbito do programa de financiamento adicional, o WCF Europe, foram também anunciadas três recomendações para a produção de projetos da Tailândia, Colômbia e Brasil.

Um desses é “Corte Real”, dirigido pela brasileira Júlia de Simone e produzido por Anavilhana (Brasil) e Uma pedra no sapato (Portugal), que vai receber um apoio de 30 mil euros.

Ainda na categoria de WCF Europe, foram escolhidas as longas-metragens “Anatomy of Time”, do realizador Jakrawal Nilthamrong, da Tailândia, com produção da Diversion, também tailandesa, com um apoio de 40 mil euros, e “La Jauría”, realizado pelo colombiano Andrés Ramírez Pulido, e produzido por Valiente Gracia (Colômbia) e Alta Rocca Films (França), que receberá 30 mil euros.

Para financiamento de produção WCF foram escolhidos “Eureka”, do realizador argentino Lisandro Alonso, uma coprodução argentina (4L) e alemã (Komplizen Film”, que serão contemplados com 50 mil euros; “Octopus Skin”, realizado por Ana Cristina Barragán, do Equador, uma coprodução do Caleidoscopio Cine (Equador) e unafilm (Alemanha), que recebem 40 mil euros; “Las mil y una”, de Clarisa Navas, também argentina, uma produção da Varsovia Film (Argentina) e Autentika Films (Alemanha), com um financiamento de 30 mil euros; e “Aswang”, realizado por Alyx Ayn Cacanindin (Filipinas), com produção da também filipina Cinematografica Films, um documentário que terá um apoio de 37 mil euros.

Quatro recomendações foram feitas para o financiamento da distribuição através do WCF: o filme sul-africano “The Harvesters”, de Etienne Kallos, receberá financiamento de 26.400 euros através do WCF Europe para lançamento na África do Sul, Polónia e França.

“La familia sumergida”, de María Alche (Argentina), “No Date no Assinatura”, de Vahid Jalilvand (Irão) e “La Flor de Mariano LLinás” (Argentina) receberão fundos de distribuição para um lançamento em alemão.

Para o programa especial WCF Africa, foram apontados mais dois projetos para financiamento: um do Senegal e outro da Nigéria e África do Sul.

O documentário “Tribunal du Fleuve”, de Alassane Diago (Senegal), com produção de Karokinka (Senegal) e maja.de (Alemanha), e a longa-metragem “A Lenda da Rainha Vagabond de Lagos”, dos realizadores Elijah Segun (Nigéria) e James Tyler (África do Sul), produção de Slume Dwellers International (África do Sul), financiados com 40 mil euros cada um.

O júri do WCF, composto pela curadora Anna Hoffmann (Alemanha), a produtora de documentários Marta Andreu (Espanha), o produtor Roman Paul (Alemanha) e o gerente de projetos do WCF, Vincenzo Bugno, fez uma seleção com base em 199 inscrições provenientes de um total de 62 países.

Para o WCF África, juntaram-se os jurados adicionais Alex Moussa Sawadogo (Burquina Faso), produtor, diretor do festival de Afrikamera e diretor artístico do Ouaga Film Lab, e Dorothee Wenner (Alemanha), delegada da Berlinale na África Subsaariana.

As recomendações de financiamento totalizam 386.400 euros.

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