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Tráfico de Droga

CDS questiona Governo sobre reforço de polícia para travar tráfico de droga no Porto

Há relatos da utilização de caixas de correio e portas de contadores para armazenamento de droga onde se terá deslocalizado o tráfico de droga após demolição de torres de bairro do Aleixo, no Porto

"A demolição do Bairro do Aleixo não acabou com o flagelo do tráfico de droga, que se transferiu para outros locais das redondezas", alertou a CDS.

LUÍS FONSECA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O CDS-PP quer saber se o Governo vai reforçar os meios policiais nos bairros municipais do Porto para onde se terá deslocalizado o tráfico de droga desde o início da demolição das últimas torres do bairro do Aleixo.

Numa pergunta dirigida ao Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, a que a Lusa teve acesso nesta sexta-feira, os deputados do CDS-PP eleitos pelo Porto exigem respostas sobre “a proliferação do consumo de droga a céu aberto” em bairros municipais situados na envolvente do antigo bairro do Aleixo, “nomeadamente Lordelo, Pinheiro Torres, Pasteleira e Mouteira”.

Para o CDS-PP, estes consumos de droga são um “problema grave que levanta questões de segurança para transeuntes e famílias” que habitam naqueles bairros.

No documento, os centristas começam por questionar se o Governo tem conhecimento da proliferação do tráfico nos bairros sociais vizinhos do Aleixo, exigindo saber quais “as diligências que vai tomar no sentido de acabar com este verdadeiro ‘supermercado de droga’ na cidade do Porto, que transformou o dia-a-dia dos moradores destas áreas num caos“.

“Vai reforçar os meios policiais, de modo a garantir um policiamento eficaz para que seja devolvida a segurança urbana àquela zona da cidade? Se sim, em que número e para quando?”, questiona o CDS.

No documento, os deputados Pedro Mota Soares, Cecília Meireles e Álvaro Castello-Branco salientam que a própria presidente da freguesia “classifica a situação de alarmante” e considera que “os próprios moradores nem durante a noite conseguem ter o merecido descanso”.

Recordam ainda que a autarca lhes revelou que a PSP se queixa de ter poucos recursos.

“A demolição do Bairro do Aleixo não acabou com o flagelo do tráfico de droga, que se transferiu para outros locais das redondezas, entre a área que vai dos jardins de Serralves até ao Fluvial – entre hotéis de cinco estrelas e escolas internacionais -, em particular para os bairros sociais vizinhos, com epicentro no Bairro Pinheiro Torres”, descrevem no documento.

Os deputados citam, por exemplo, o presidente da Associação de Moradores do Bairro Pinheiro Torres, que afirma que “os moradores vão assistindo impotentes” à situação, temendo pela sua segurança.

Há ainda relatos, continuam os deputados, “de que alguns moradores são intimidados para não fecharem as portas dos prédios, e é sabido que as caixas de correio e portas de contadores (água e luz) são abusivamente utilizados por estranhos para ‘guardar’ estupefacientes”.

“Estas zonas – onde está instalada a Escola Primária das Condominhas, assim como escolas internacionais – transformaram-se num ‘supermercado de droga’ a céu aberto, num cenário de degradação social absoluta”, afirmam, acrescentando que, num abaixo-assinado, residentes e proprietários da Nova urbanização das Condominhas exigem uma solução para aquele “flagelo social e humano”.

A Lusa noticiou no dia 05 de julho que a PSP tinha falta de meios para combater a deslocalização do tráfico de droga nos bairros municipais do Porto, desde que “há um mês” havia arrancado a demolição das últimas torres do Aleixo.

À data, a denuncia foi feita pela presidente da União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, onde se situa o Aleixo, que garantia que o próprio superintendente da PSP lhe disse que havia “poucos operacionais a nível da PSP”.

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