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Energia Nuclear

A catástrofe do submarino nuclear cem vezes pior que Chernobyl que a Rússia escondeu ao mundo

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Radiação deste submarino nuclear é oitocentas mil vezes maior do que o normal, mas especialistas dizem que não é caso para alarme, porque é diluída nas águas do mar Ártico.

O submarino Komsomolets que se afundou em abril de 1989, numa foto tirada em São Petersburgo (STF/AFP/Getty Images)

AFP/Getty Images

A Noruega descobriu uma fuga radioativa num tubo de ventilação de um submarino soviético afundado há 30 anos no mar. A radiação encontrada é oitocentas mil vezes maior do que o normal. O submarino nuclear Komsomolets, que transportava dois torpedos e ogivas com plutónio, afundou-se no Mar da Noruega, em 1989, matando 42 marinheiros.

Algumas outras amostras de água da zona dos destroços apresentaram, no entanto, níveis de radioatividade pouco elevados, segundo a BBC. O submarino está a 1.680 metros de profundidade e há poucos peixes naquela zona, de acordo ainda com a televisão britânica, que cita os especialistas noruegueses.

Pela primeira vez, a 7 de julho, foram reveladas imagens captadas por um veículo operado por controlo remoto, nas quais é possível ver os destroços do submarino. O Komsomolets tinha 117 metros, podia submergir até 1.250 metros e atingia os 56 km/hora, segundo a BBC.

O naufrágio do submarino nuclear, na sequência de um incêndio, ocorreu antes da queda do muro de Berlim e foi escondido durante vários meses pelas autoridades soviéticas, recorda o jornal espanhol ABC.

Os 42 marinheiros morreram asfixiados por fumos tóxicos ou congelados no Árctico, depois de o submarino ter vindo à tona da água por breves momentos, ainda de acordo com a BBC. Apesar de tudo, sobreviveram 27 marinheiros, que seriam recolhidos por navios soviéticos.

Familiares dos marinheiros que morreram no submarino, durante uma cerimónia de homenagem em Murmansk, na antiga União Soviética. (Semyon Maisterman/TASS via Getty Images)

Já antes uma equipa de russos tinha conseguido detectar radiação no mesmo setor em que agora foi encontrada a fuga no tubo de ventilação. A Noruega e a Rússia têm vindo a controlar os níveis de radiação desde que o desastre ocorreu.

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