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Ambiente

Praias da Costa da Caparica vão fechar cinco dias à vez durante o verão

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Junta de freguesia quer repor o nível de areia nas diferentes praias da cidade. Comerciantes contestam obras, que devem arrancar no final deste mês ou início de agosto.

RODRIGO ANTUNES/LUSA

As praias da Costa da Caparica vão fechar cinco dias à vez durante o mês de agosto, de acordo com o Diário de Notícias. Os comerciantes contestam a altura escolhida pela Junta de Freguesia, que lembra, no entanto, ser necessário fazer isto agora para proteger a cidade no inverno. A operação chegou a estar anunciada para maio, mas faltava — e continua a faltar ainda — o visto do Tribunal de Contas. Assim que houver luz verde, arrancam os trabalhos.

Segundo o DN, o calendário depende do visto do tribunal, mas a junta de freguesia já avança com informação sobre três praias: a Saúde e a Nova e a seguir a praia do Tarquínio-Paraíso, que deverá fechar entre 19 e 24 de agosto.

Está em causa um milhão de metros cúbicos de areia nos diversos areais ao longo de quase quatro quilómetros, entre a Costa da Caparica e a Cova do Vapor. A junta de freguesia diz que esta operação só podia ser feita nesta altura, uma vez que o bombeamento de areia para terra só pode ser feito com ondulação abaixo dos dois metros e que é preciso ter em conta a influência do vento e a distância entre a baixa-mar e a preia-mar.

A medida causou um certo “alarme” entre os banhistas ao longa das últimas horas. Neste sentido, o presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, José Ricardo Martins, explica à Rádio Observador que dos 27 quilómetros de areal, apenas quatro serão intervencionados “faseadamente”. O autarca afirma que as praias não serão totalmente encerradas e que os banhistas poderão continuar a utilizar o areal. “Tanto à esquerda como à direita, há uma praia que pode ser utilizada enquanto a outra está a ser cheia de areia”, explica.

Também em declarações à Rádio Observador, o vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, reconhece que há “um incómodo, é verdade, de 4 ou 5 dias”, mas considera que “vai permitir melhores condições para muitos anos, do ponto de vista da segurança” e, ao mesmo tempo, melhorar as condições das praias. “Este ano e mesmo para o ano, essas praias vão ter um areal mais extenso, de melhor qualidade”, diz o responsável da APA.

Em declarações à Rádio Renascença, Acácio Bernardo, da Associação de Apoios de Praia da Costa da Caparica, lamentou também  o período escolhido para iniciar as obras. “É muito complicado, porque se tem sido feito como inicialmente estava previsto, que era em maio, naturalmente que nesta altura estávamos todos muito mais tranquilos e o negócio corria naturalmente melhor”, afirmou.

As obras, que vão custar 6,3 milhões de euros, com parte dos custos suportados por fundos comunitários, deverão durar 30 dias, mas podem chegar ao mês e meio.

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