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Desastres Naturais

Governo e Câmara de Mogadouro anunciam apoios para evitar perda total após mau tempo

Foi anunciado um apoio de 15 euros por hectare para evitar a perda total da colheita em cerca de mil hectares de vinha afetados pelo mau tempo. Técnicos do ministério estão disponíveis para apoiar.

O concelho do Mogadouro, em Bragança, sofreu prejuízos "muito avultados", provocados por trovoada, chuva e granizo

FRANCISCO PINTO/LUSA

A Direção Regional de Agricultura e o município de Mogadouro anunciaram esta segunda-feira um apoio de 15 euros por hectare para evitar a perda total da colheita em cerca de mil hectares de vinha afetados pelo mau tempo de sábado.

“Hoje podemos dizer que foram afetados cerca de mil hectares de vinha e vamos apoiar os tratamentos. Na vinha é importante que os agricultores avancem de imediato com ações preventivas mais cicatrizante com uma boa percentagem de cálcio, sendo certo que esta ação terá de ser executada na primeira horas após os estragos. Há ajudas por parte da Direção Regional de Agriculta e do município de Mogadouro de 15 euros por hectare”, disse a Diretora Regional de Agriculta e Pescas do Norte (DRAPN), Carla Alves.

Depois dos apoios, agora anunciados, os técnicos do ministério da Agricultura estão ao dispor para ajudar nas questões mais técnicas.

“Cada viticultor tem um registo em função do qual será efetuado o apoio e perceber a área que foi afetada pela intempérie. Os técnicos do ministério da Agricultura vão continuar no terreno nos próximos dias”, vincou a responsável.

Por seu lado, o presidente da Câmara de Mogadouro, Francisco Guimarães, disse que a nível de seguros de colheita, o Governo já apoia os agricultores e que o município nada poderá fazer nesta matéria.

“O Estado já apoia em cerca de 60% os seguros de colheitas e, se forem agrupados, o financiamento deste mecanismo pode ir até aos 80% do valor dos prejuízos. É importante que os agricultores façam os respetivos seguros de colheita para minimizar os estragos nas suas produções”, concretizou.

O autarca referiu que os estragos podem chegar aos 80% do total em produções como a vinha, acrescentando que o município já tem no terreno equipas de operários para fazer a manutenção de caminhos vicinais, muros ou outros equipamentos de apoio à agricultura Segundos os responsáveis pela DRAPN, há outras produções que foram afetadas como soutos, culturas hortícolas, olival ou arvores de fruto, mas sem uma quantificação ainda efetuada.

O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, sublinhou nesta segunda-feira, em Bruxelas, que o granizo é um risco que está coberto pelos seguros de colheitas, referindo-se aos produtores afetados pela queda de granizo, no sábado, em Mogadouro, Bragança.

“Em princípio, o granizo é um risco que está coberto pelo sistema de seguros [agrícolas] e sei que há agricultores que fizeram esse seguro e que por isso estão protegidos contra os prejuízos sofridos”, disse Luís Capoulas Santos aos jornalistas, à margem de uma reunião do Conselho de Agricultura e Pescas da União Europeia (UE).

“Não faz sentido o Estado apoiar aqueles agricultores que não fizeram seguro, porque isso seria desincentivar todos aqueles que o fazem”, salientou, acrescentando que estão no terreno equipas para fazer levantamento dos estragos e ver “que outro tipo de ajudas” pode ser dada.

O ministro exemplificou com a existência de danos em infraestruturas, que não estão cobertos pelo seguro de colheitas. O levantamento, sublinhou, deve estar feito nos próximos dias.

Capoulas Santos lembrou que, “durante muitos anos, a suprema reivindicação dos agricultores portugueses era a existência de um seguro”, tendo este sido criado para as colheitas e com um prémio financiado em 60% pelo Estado.

O concelho do Mogadouro, no distrito de Bragança, sofreu no sábado prejuízos “muito avultados”, provocados por trovoada, chuva e granizo, segundo disse à Lusa o autarca de Mogadouro.

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