A empresa concessionária do terminal de contentores de Alcântara, em Lisboa, prevê investir 122 milhões de euros até 2038, para modernizar e tornar mais eficiente a atividade operacional daquela infraestrutura portuária, foi anunciado esta segunda-feira.

Os planos de investimento foram apresentados nesta tarde, durante a cerimónia de assinatura de um memorando de entendimento para a renovação da concessão do terminal de contentores de Alcântara, entre a administração do Porto de Lisboa e a Liscont, empresa do grupo Yilport.

O acordo contempla o alargamento da concessão até 2038 e um plano de investimentos de 122 milhões de euros, também até àquele ano, que prevê intervenções em infraestruturas (26,5 milhões), aquisição e implementação de infraestrutura tecnológica (2 milhões) e aquisição e instalação de equipamentos (93,5 milhões).

A maior fatia deste investimento será concretizada nos próximos dois anos (2020 e 2021), durante os quais serão gastos 44,1 milhões de euros, prevendo-se a aquisição de dois novos pórticos de cais e seis novos pórticos de parque, além de investimentos direcionados para a formação segurança e certificação das operações.

No final da cerimónia, em declarações aos jornalistas, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, destacou a importância deste acordo e do investimento previsto para o crescimento da economia portuguesa.

É importante para fazer crescer as capacidades da nossa economia, de uma forma eficiente e sustentável. É, de facto, um investimento substancial, sendo que grande parte deste investimento é, efetivamente, no aumento e na melhoria da capacidade operacional, da produtividade, da eficiência energética, da eficiência ambiental”, declarou Ana Paula Vitorino.

Nesse sentido, a governante sublinhou que o investimento no terminal de contentores de Alcântara vai permitir receber navios e cargas maiores, sem que isso implique demora ou perda de produtividade.

Ana Paula Vitorino adiantou que o Porto de Lisboa pretende aumentar o escoamento dos produtos por via fluvial e ferroviária, prevendo-se uma aposta na Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo, no concelho de Vila Franca de Xira, até 2022.

Até lá, a ministra admite a necessidade de dragar algumas partes dos canais de ligação dos terminais.

“Queremos ter novas formas de escoar os produtos sem que isso se reflita no aumento da circulação rodoviária ou que haja um acréscimo do número de camiões a circular em Lisboa. A aposta é subir para 25% por via da ferrovia e 35% por ligação fluvial”, declarou.

Por seu turno o presidente do grupo Yilport, Robert Yildirim, justificou o investimento em Portugal pela estabilidade económica do país.

“Nós acreditamos que a economia portuguesa não é grande, mas é estável. Gostamos da forma como cresce. Lisboa tinha infraestruturas horríveis e estava tudo por fazer”, referiu o empresário turco, acrescentando que o grupo precisa de apoio “para ajudar a economia” portuguesa a crescer.