Muito em breve, até os camiões que asseguram as entregas nas grandes cidades, ou nos seus arredores, vão ser obrigados a possuir uma motorização eléctrica, seja ela alimentada por bateria ou por fuel cell. E tudo indica que, mesmo antes desta opção se tornar obrigatória pelo legislador, serão alguns clientes a forçar a introdução de veículos pesados eléctricos, até para poderem ter acesso às zonas onde em breve os veículos com motores diesel não podem entrar.

Daí que a Mercedes se apresse a desenvolver a sua frota de veículos comerciais de grande porte a bateria, tendo começado por modelos com um peso bruto de 18 e 25 toneladas. Ambos serão impulsionados por dois motores com um total de 250 kW de potência, cerca de 340 cv, alimentados por uma bateria de 240 kWh de capacidade.

Segundo a Mercedes, os dois motores serão instalados no eixo traseiro, junto às rodas, com 125 kW (120 cv) e 485 Nm de binário.

Em termos de autonomia, a Mercedes refere 200 km como valor máximo, sendo que isso dependerá da carga transportada, bem como do perfil de terreno. Para recarregar, a bateria pode ser ligada por uma tomada CCS Combo com uma potência de até 150 kW, para agilizar a operação.

Para compreender melhor as necessidades dos clientes que estão inclinados a utilizar camiões eléctricos, a Mercedes predispôs-se a construir uma frota de 10 veículos pesados, cedendo-os a clientes que depois partilharão as vantagens e os inconvenientes, bem como os problemas que enfrentam, para ajudar a desenvolver o conceito.

O último camião a ser entregue está agora ao serviço do Nagel Group, em Hamburgo, um especialista na área da alimentação. Os primeiros modelos fabricados em série serão comercializados a partir de 2021, ano em que já deverão estar igualmente disponíveis no mercado os concorrentes da Tesla e da Nikola, com potências e autonomias superiores.