Subiu para 11 o número de norte-americanos que morreram durante as férias na República Dominicana. O caso mais recente a ser tornado público é o de Tracy Jester. O jovem morreu a 17 de março, antes mesmo da divulgação das suspeitas pela imprensa, adianta o jornal i, mas está a ser analisado pelas autoridades norte-americanas na sequência dos outros casos mortais que se registaram sem motivo claro em hotéis da região caribenha. A causa da morte do turista foi apontada como decorrente de “problemas respiratórios” pelo relatório do Departamento de Estado norte-americano.

As suspeitas, segundo reportagens da CNN e do New York Post, recaem sobre o consumo de bebidas alcoólicas contrafeitas nos minibares dos quartos de hotel. O primeiro caso aconteceu em finais de julho do ano passado. David Harrison, 45 anos, morreu em seu quarto, no Hard Rock Hotel & Casino. Robert Wallace, 67 anos, morreu após ingerir um whiskey do minibar, no mesmo hotel, em abril deste ano. Depois dos incidentes, o grupo hoteleiro ordenou a retirada de bebidas dos minibares.

Outros casos também aconteceram em hotéis do grupo Bahia Principe Hotels & Resorts. Miranda Schaup-Werner, de 41 anos, Nathaniel Holmes, de 63 anos, e Cynthia Day, de 49 anos, morreram nas instalações do Grand Principe La Romana, em Punta Cana. Schaup-Werner sofreu de um ataque cardíaco e edema pulmonar, enquanto o casal Holmes e Day foi vítima de uma hemorragia interna e de líquido acumulado nos pulmões e no cérebro.

O FBI está a trabalhar com a polícia local, numa investigação conjunta, e espera os resultados do exame toxicológico feito às bebidas presentes em, pelo menos, um minibar do hotel Grand Principe La Romana. Em entrevista ao New York Post, o investigador forense Lawrence Kobilinsky relatou que os sintomas reportados por algumas das vítimas — incluindo náuseas, vómitos e diarreia — são característicos de envenenamento por metanol e pesticidas.