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Incêndios

Aeródromo de Vila Real encerrado “por tempo indeterminado” devido a abatimento do piso da pista

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A água que circula sob a pista tem levantado o solo. Primeiro abatimento ocorreu a 2018 e, há um mês, registou-se um novo episódio. É preciso uma intervenção longa e dispendiosa.

O encerramento não é extensível a helicópteros e não afetará emergências médicas nem o combate a incêndios florestais

JOSE COELHO/LUSA

O Aeródromo de Vila Real vai estar encerrado a aviões “por tempo indeterminado” devido ao abatimento de parte da pista. A informação foi confirmada na manhã desta terça-feira pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Pouco antes, o grupo Sevenair, que faz a ligação aérea entre Bragança e Portimão, tinha referido que o encerramento duraria apenas até ao dia 15 de agosto.

O encerramento deve-se “ao abatimento transversal de um setor central da pista”, explicou o autarca Rui Santos. O primeiro abate ocorreu em junho de 2018, altura em que a pista foi intervencionada. Mas “a reparação revelou-se insuficiente”: há um mês, exatamente um ano depois, registaram-se novos abatimentos. A causa? Há uma linha de água que corre sob a pista e que “ao longo dos anos tem erguido o solo nessa área”. 

Rui Santos disse em conferência de imprensa que foi feita uma avaliação no local que comprovou a fragilidade estrutural do solo da pista. A solução do problema obriga assim ao encerramento do aeródromo “por tempo indeterminado”. “A situação revela-se complexa e a despesa é muito avultada e não estava prevista”, destacou o autarca de Vila Real. Rui Santos fala numa intervenção de “vários meses”.

A informação que consta da página oficial do grupo Sevenair apontava para um encerramento temporário. Mas fonte do município já tinha revelado à Lusa que não havia data definida para reabrir o aeródromo, confirmando as declarações de Rui Santos que surgiram entretanto.

O presidente da Câmara de Vila Real explicou ainda que o encerramento não é extensível a helicópteros e que não afetará o combate a incêndios florestais. Emergências médicas também não serão afetadas pela proibição de circular naquela pista.

O autarca disse ainda aos jornalistas que o município vai procurar uma “solução financeira” junto do Governo central.

Num comunicado enviado ao Observador pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, confirma-se que existem “três meios aéreos a operar a partir do aeródromo de Vila Real – um helicóptero ligeiro e dois aviões médios anfíbios“.

O dois médios anfíbios serão reposicionados ainda esta terça-feira, no aeródromo de Viseu. Apesar de não ser deslocado, o helicóptero ligeiro continuará operacional, garante a mesma fonte. Ainda assim “estão a ser estudadas outras alternativas de operação a curto/médio prazo”.

A proteção civil explicou ainda que o reposicionamento “atende a critérios como a situação operacional em curso ou previsível, bem como, a variáveis meteorológicas, histórico e mapa de perigosidade e tem como referência os Centros de Meios Aéreos passíveis de ser utilizados por cada tipologia de aeronave, designadamente a capacidade de combustível necessária, comprimentos de pista e infraestruturas de apoio à operação”.

Notícia atualizada às 17h58 com o comunicado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil

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