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Turismo

Candidaturas à emissão obrigacionista para o turismo atingem 420 milhões

Valor é quatro vezes acima do inicialmente esperado, de 100 milhões de euros. Fonte oficial da secretaria de Estado do Turismo adiantou que foram 76 os pedidos de empresas para aderir ao instrumento.

Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira revelou que a emissão é dirigida a investidores institucionais nacionais e estrangeiros como fundos de investimento e pensões

TIAGO CANHOTO/LUSA

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  • Agência Lusa
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A procura pelo empréstimo obrigacionista para o setor do turismo atingiu os 420 milhões de euros, um valor quatro vezes acima do inicialmente esperado, de 100 milhões de euros, de acordo com informação enviada à Lusa pelo Governo.

Fonte oficial da secretaria de Estado do Turismo adiantou que foram 76 os pedidos de empresas para aderir a este instrumento e que “agora será feita a seleção das empresas, até 13 de setembro, sendo construída a carteira de obrigações adequada, e posteriormente a estruturação e colocação da emissão (até 15 de outubro)”.

As candidaturas foram abertas em 17 de junho e eram dirigidas a PME (pequenas e médias empresas) e ‘mid-caps’, ou seja, sociedades que empreguem até 3 mil funcionários.

Este foi, segundo a mesma fonte, o “primeiro empréstimo obrigacionista lançado em Portugal acessível a PME”, sendo a emissão com um prazo a sete anos e um financiamento de 15 milhões de euros por empresa, com 30% de garantia pública, através do Fundo de Contragarantia Mútuo.

Em junho, em declarações à Lusa, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira revelou que a emissão é dirigida a investidores institucionais nacionais e estrangeiros como fundos de investimento e pensões, sendo que as taxas de juros da operação só serão definidas posteriormente.

“Estamos a trabalhar nisto há uns meses, a montar a estrutura necessária para o efeito, a lançar estudos para preparar a operação e a testar o apetite do mercado”, referiu o ministro, questionado sobre a escolha da altura para lançar a emissão.

“Vamos ver se conseguimos lançar estas operações em outros setores. Esta vai ser a primeira vez que fazemos estas operações grupadas destinadas a PME”, salientou, destacando a área industrial como potencial candidata a uma operação deste género.

“O que temos visto são emissões de obrigações de grandes empresas porque os custos associados à emissão de obrigações normalmente são muito elevados e só se justificam para montantes muito significativos”, justificou o ministro.

Siza Vieira recordou ainda que este tipo de operação “obriga a que as empresas emitentes prestem um conjunto de informações e assegurem um conjunto de requisitos que normalmente é difícil às PME conseguirem sozinhas”.

O programa Capitalizar, aliás, tinha previsto lançar formas de financiamento alternativas para as empresas, “para não estarem exclusivamente dependentes do crédito bancário”, referiu o governante.

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