Estima-se que o novo Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota abra portas no início de outubro e seja um espaço polivalente e versátil, capaz de receber eventos culturais, desportivos e empresariais de grandes dimensões. Os administradores do consórcio Círculo de Cristal, constituído pela empresa de construção Lucios e pela PEV Entertainment, são responsáveis pelo projeto e conduziram esta terça-feira uma visita dos jornalistas à obra onde realçaram, entre outras coisas, a existência de um quarto piso no edifício. Jorge Silva, da PEV Entertainment, avançou a possibilidade de visitas ao teto do edifício, o que irá permitir “ter uma noção exata do que é o Porto” graças a uma visão de 360 graus. Para o responsável, esta visita será “uma experiência radical”, “totalmente segura” que irá provar “toda a multifuncionalidade” do pavilhão.

Com capacidade para 5.500 lugares sentados, o pavilhão pode aumentar o seu espaço para 8 mil pessoas mediante a recolha de bancadas retráteis que ocupam parte da arena, outra das novas valências. As tribunas estão situadas no primeiro e terceiro andares e os 23 camarotes, com 16 lugares cada, estão localizados no segundo piso. Dentro da sala principal, Filipe Azevedo, da construtora Lucios, adiantou que haverá dois espaços lounge, sistemas de bancadas telescópicas, quatro camarins, balneários e um elevador para o transporte de pessoas com mobilidade reduzida, cujos lugares estão reservados a bancadas no piso 0 e 1.

A remodelação irá manter toda a arquitetura exterior, mas no interior do pavilhão algumas coisas irão mudar. A cúpula icónica do edifício, formada por 768 óculos, foi um dos maiores desafios no processo de reabilitação. Na renovação era necessário assegurar a acústica do edifício, fator indispensável para garantir a versatilidade da sala e a sua adaptação para todo o tipo de eventos. Ao longo de toda a estrutura foi aplicada uma cama de lã de rocha com amais de 40 centímetros e ainda uma tela acústica que irá cobrir os gomos da cúpula.

Os 768 óculos que a integram vão manter-se como uma das suas principais imagens de marca, estando “99% dos eventos”  tapados por uma tela acústica, fazendo com que a sala fique completamente às escuras. Na intervenção realizada foram substituídos, um a um, todos os vidros existentes por um vidro duplo, garantindo um maior controlo da temperatura interior. Também a claraboia situada no topo da cúpula será revestida e deixará de ser visível.

Uma imagem do interior e da atual fase de obras © DR

Segundo Filipe Azevedo, da empresa de construção Lucios, “o investimento inicial que se previa entre os 8/8,5 milhões de euros” está a ser ultrapassado devido “às melhorias que foram introduzidas ao longo do projeto”. Exemplo disso é o Centro de Congressos situado no piso -1. Esta área, antigamente dedicada a arrumos e a casas de banho, foi rebaixada e escavada sobre rocha durante seis meses para dar lugar a um auditório em anfiteatro com 500 lugares sentados, quatro salas com capacidade para 100 pessoas e ainda uma zona de exposição com 610 metros quadrados.

Também no subsolo o pavilhão terá um restaurante com vista para o lago e para os Jardins do Palácio de Cristal, com uma área interior de 300 metros quadrados e uma esplanada com cerca de 400. Igualmente aberto durante o dia, está ainda previsto um food court no piso 0, com 400 metros quadrados, que dará apoio a todas as atividades realizadas.

No final de junho, a organização avançou alguns espetáculos agendados para o palco do novo Super Bock Arena, como o WordCamp 2020, evento focado no mundo WordPress, que terá lugar entre os dias 4 e 6 de junho do próximo ano, e os concertos de Amar Amália, Alexandre Pires e Marília Mendonça, também já confirmados. Sobre o futuro, Jorge Silva, da PEV, preferiu não adiantar mais nomes, fazendo apenas referência ao momento da inauguração, previsto para os primeiros dias de outubro.