Rádio Observador

Parlamento Europeu

Parlamento Europeu vota esta terça-feira nomeação de Von der Leyen para presidência da Comissão Europeia

A votação está agendada para as 18h00. É secreta e será feita em urna. A candidata à presidência do executivo comunitário precisa de maioria absoluta para suceder a Juncker.

Ursula Von der Leyen fará uma declaração diante da assembleia europeia às 09h00 da manhã desta terça-feira

OLIVIER HOSLET/EPA

O Parlamento Europeu vota esta terça-feira, em sessão plenária, em Estrasburgo, França, a nomeação da alemã Ursula von der Leyen, candidata designada pelo Conselho Europeu, para a presidência da Comissão Europeia.

Antes da votação, agendada para as 18h00 locais (menos uma hora em Lisboa), a candidata indigitada pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia para presidir ao executivo comunitário fará uma declaração diante da assembleia europeia, às 09h00, e durante cerca de três horas, até às 12h30, responderá às questões dos eurodeputados

A ainda ministra alemã da Defesa necessita obter uma maioria absoluta – metade dos eurodeputados mais um – para suceder ao luxemburguês Jean-Claude Juncker na presidência do executivo comunitário.

Com o garantido respaldo político da sua família, o Partido Popular Europeu (PPE), Von der Leyen espera ter conseguido convencer os indecisos Socialistas e Democratas (S&D) e Renovar a Europa a votar favoravelmente a sua investidura, com as cartas que endereçou àqueles grupos na segunda-feira e nas quais assumiu, a pedido dos mesmos, compromissos para a legislatura 2019-2024.

À política alemã bastaria, para ser eleita, o apoio das três maiores famílias políticas – o ‘seu’ PPE, socialistas e liberais –, as que estão representadas no Conselho Europeu e que acordaram o ‘pacote’ de nomeações para os cargos institucionais de topo da União Europeia para os próximos cinco anos, e que entre si somam 444 eurodeputados.

Caso as suas ‘declarações de compromissos’ não tenham bastado para persuadir socialistas e liberais, e tendo em conta que dentro do próprio PPE pode haver dissidentes – o voto é secreto -, Von der Leyen poderá ser mesmo ‘chumbada’, já que os Verdes europeus e a Esquerda Unitária (GUE/NGL) já anunciaram que votarão contra, e os eurocéticos Identidade e Democracia e grupo dos Conservadores e Reformistas demonstraram-se pouco propensos a apoiar a nomeação, em resposta ao ‘cordão sanitário’ imposto aos seus eurodeputados pelas grandes famílias políticas na distribuição dos lugares de responsabilidade do PE.

Neste momento, o número de eurodeputados que compõem o hemiciclo é de 747 e não 751, pelo que a política alemã necessitaria de 374 votos favoráveis.

No entanto, como o número de eurodeputados pode mudar até à tarde de terça-feira, na eventualidade de algum cessar funções por qualquer motivo, o presidente do Parlamento, o italiano David Sassoli, anunciará antes de se proceder à votação de Ursula Von der Leyen o número de eurodeputados que compõem o PE e qual será a maioria necessária para ela ser eleita.

A votação é secreta e será feita em urna, pelo que o anúncio do resultado não será imediato, prevendo-se que demore cerca de uma hora.

Se a alemã for eleita presidente da Comissão, o presidente da assembleia informará o Conselho e solicitará que aquela instituição e Ursula Von der Leyen proponham, de comum acordo, os candidatos para os diferentes cargos de comissários.

Se a candidata não obtiver a maioria necessária, David Sassoli convidará o Conselho Europeu a propor um novo candidato no prazo de um mês para uma eleição pelo mesmo procedimento.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Parlamento Europeu

Portugal poucachinho na Europa. E cá?

Bruno Martins

Se estes são os representantes que conseguimos ter, então não é de espantar que os Portugueses tenham cada vez menos interesse na Europa e que a abstenção continue a aumentar nessas eleições.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)