A 9ª edição do Zigur Fest regressa à zona histórica de Lamego para durante quatro dias juntar música portuguesa e muita arte nas ruas do interior do país. “A intenção é mostrar que o panorama musical português está vivo, apostando em artistas emergentes, menos óbvios e contemporâneos”, diz Afonso Lima, responsável pela iniciativa, em entrevista ao Observador. No rol de novidades está a estreia absoluta de um concerto que junta pela primeira vez os ritmos do baterista Krake e a liberdade das palavras de Adolfo Luxúria Canibal, o vocalista dos Mão Morta. Um momento exclusivo do Zigur Fest para ver no último dia, sábado 24, pelas 23h.

Antes disso, Odete apresenta “Amarração” ao som da eletrónica transgressora, onde se aguardar beats que atravessam a história da música queer, transformando o festival num espaço de experimentação sonora e independente. A lisboeta Violeta Azevedo mostrará um mundo evocado pela flauta e sintetizadores, tendo o seu trabalho a solo e a sua ligação ao instrumento são protagonistas. Jasmim, projeto de Martim Braz Teixeira, promete envolver tudo e todos com o folk e os arranjos ancestrais do seu último disco “Culto da Brisa”, já Mynda Guevera traz o melhor do rap no feminino diretamente da Cova da Moura. Descomplexado e sem compromissos – tanto na vida como na música –, Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo chegam finalmente a Lamego para puxar o lustro às canções que ficaram no ouvido em 2018.

Glockenwise, Minus & Mrdolly, Algumacena, Mynda Guevara, Luís Vicente + João Valinho, Terebentina, Dada Garbeck, Ivy, Djumbai Djazz, Stasya, Zentex, Afta 3000, Conferência Inferno, 3I30 , Menino Da Mãe + Raphael Soares, Tiago E Os Tintos, Daniel Catarino Trio são outros nomes que integram um cartaz que irá percorrer a cidade de Lamego em cinco palcos improváveis:  Auditório do Teatro Ribeiro Conceição, Castelo de Lamego, Oficinas de Restauro do centenário Museu de Lamego, Parque Isodoro Guedes e Rua da Olaria.

Apesar do line-up estar fechado, Afonso Lima, da organização, admite a possibilidade de serem introduzidos eventos e iniciativas novas no programa. “No próprio dia pode acontecer um concentro espontâneo e inesperado. Neste festival existem fenómenos deste género”, sublinha.

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A ZONA – Residências Artísticas de Lamego nasceu pela mão do artista plástico e visual João Pedro Fonseca, e este ano volta a receber a arte mais permanente. O festival conta com um grande número de exposições, instalações de videoarte e dois workshops inseridos na ZONA, onde as obras produzidas serão apresentadas pelos seus criadores durante o festival, permanecendo expostas na Casa do Artista, no Museu de Lamego e noutros locais a anunciar, entre os dias 21 e 24 de Agosto. Continuam também os workshops onde os músicos convidados vão apresentar algumas técnicas de criação ou produção e pela primeira vez Lamego vai acolher 10 peças de videoarte ao abrigo da ZONA.

Nesta edição, a festa e a dança irão prolongar-se pela noite dentro com três afterparties nos primeiros três dias do festival, sempre até às 6h. Para os que vêm de longe, o parque de campismo é gratuito, embora limitado a uma inscrição prévia no site do festival.

Os warm-ups do Zigur Fest acontecem a 27 de julho no Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural, no Porto, com o rock de Sereias, o coletivo Baleia Baleia Baleia, o pop náutico de Conferência Inferno e o veterano Zentex. A 3 de agosto é a vez de Lisboa receber no Damas Bar – Sala de Concertos os Burgueses Famintos e o Dj Tendency.