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Festivais de Cinema

Filmes de Pedro Costa, João Nicolau e Basil da Cunha competem no festival de Locarno

Os novos filmes dos realizadores portugueses Basil da Cunha, João Nicolau e Pedro Costa integram a competição que realiza-se entre 07 e 17 de agosto e tem capacidade para receber até 8 mil pessoas.

A edição é dedicada ao antigo diretor da Cinemateca suíça Freddy Buache, que morreu em maio, e vai atribuir um prémio de tributo à atriz norte-americana Hilary Swank

RUI FARINHA/LUSA

Os novos filmes dos realizadores portugueses Basil da Cunha, João Nicolau e Pedro Costa integram a competição internacional do Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, anunciou esta quarta-feira a organização.

Por seu lado, na secção Pardi di Domani, encontra-se a coprodução portuguesa “Vulcão: O que sonha um lago?”, da romena Diana Vidrascu, desenvolvida em residência artística no âmbito do festival açoriano Walk & Talk.

Num texto publicado na página do evento, a organização do festival salienta, em particular, o regresso do cineasta Pedro Costa a Locarno, onde já foi premiado por filmes como “No Quarto de Vanda” e, mais recentemente, “Cavalo Dinheiro”.

Numa edição dedicada ao antigo diretor da Cinemateca suíça Freddy Buache, que morreu em maio, e que vai atribuir um prémio de tributo à atriz norte-americana Hilary Swank, a competição internacional vai contar também com o filme brasileiro “A Febre”, de Maya Da-Rin.

O novo trabalho de Pedro Costa, “Vitalina Varela”, era há muito aguardado, tendo sido até anunciado – por erro – no alinhamento da secção Un Certain Regard, no festival de Cannes deste ano.

Com argumento de Pedro Costa, o filme retrata a mulher cabo-verdiana que lhe dá título, de 55 anos, que “chega a Portugal três dias depois do funeral do marido”. “Há mais de 25 anos que Vitalina estava à espera do seu bilhete de avião”, pode ler-se na sinopse disponível na página do Instituto do Cinema e do Audiovisual, que cofinancia a obra.

O musical “Technoboss”, de João Nicolau, é uma coprodução entre Portugal e França com argumento de João Nicolau e Mariana Ricardo, protagonizada por Miguel Lobo Antunes e Luísa Cruz.

“Luís Rovisco, sexagenário divorciado, espera em breve cessar as suas funções de diretor comercial da empresa SegurVale – Sistemas Integrados de Controlo de Circulação. Espera sentado, a maior parte das vezes ao volante e a cantar sobre o que lhe vai passando à frente. De resposta pronta e sorriso fácil, é senhor de uma bagagem que lhe permite escapar de forma sempre airosa às armadilhas que a tecnologia, os colegas e um misterioso patrão ausente parecem semear-lhe pelo caminho. Nem a morte de Napoleão (um gato), nem uma persistente dor no joelho ou um desaguisado familiar o fazem soçobrar: não há mal que uma canção não vença. Mas diante de Lucinda, a rececionista do Hotel Almadrava, a música é outra”, adianta a sinopse disponibilizada pela produtora O Som e a Fúria.

Já “O Fim do Mundo” é a segunda longa-metragem de ficção do luso-suíço Basil da Cunha, exibida nas “Lisbon Screenings” do IndieLisboa, em maio. A sinopse do filme, publicada no programa dessas sessões para profissionais do IndieLisboa, contava a história de Spirra, um jovem que acaba de sair de um colégio interno e se encontra de novo com os amigos na Reboleira.

“Giovanni, o líder, tenta convencer o grupo a assaltar a casa de Kikas, um dos traficantes da Reboleira, mas Spirra apaixona-se por Iara, uma rapariga do bairro, acabando por se afastar de Giovanni. O destino do grupo estará ligado ao do bairro e dos seus habitantes”, acrescenta o texto.

Na secção Pardi di Domani encontram-se também os filmes brasileiros “Carne”, de Camila Kater, e “Chão de Rua”, de Tomás van der Osten, enquanto na Moving Ahead o programa inclui “Swinguerra”, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

O 72.º festival de cinema de Locarno realiza-se entre 07 e 17 de agosto naquela cidade suíça, exibindo 50 curtas-metragens e 29 longas em quatro secções competitivas, para além dos visionamentos na Piazza Grande, onde cabem mais de 8 mil espectadores.

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