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Sindicatos

Sindicatos querem que Ministério Público investigue suicídios na polícia

O presidente adjunto da Federação Nacional dos Sindicatos de Polícia acusou ainda o Estado de contribuir para a instabilidade psicológica dos profissionais e pediu melhores condições de trabalho.

Esta terça-feira, um comissário da PSP de Braga foi encontrado naquela esquadra depois de alegadamente ter dado um tiro na cabeça

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O presidente adjunto da Federação Nacional dos Sindicatos de Polícia, Peixoto Rodrigues, disse esta terça-feira que vai pedir à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar os casos de suicídio registados este ano na PSP.

Em declarações à Lusa, a propósito da alegada tentativa de suicídio de um comissário da PSP de Braga, registada esta terça-feira, Peixoto Rodrigues acusou ainda o Estado de contribuir para a instabilidade psicológica dos profissionais de polícia e instou-o a criar “melhores condições de trabalho e de carreira”.

“Vamos pedir à PGR que investigue os suicídios e tentativas de suicídio que este ano aconteceram na polícia. Isto não pode ficar só pela rama. É preciso que o Ministério Público investigue em concreto para perceber o que está em causa e para, se for caso disso, apurar responsabilidades”, referiu.

Um comissário da PSP de Braga foi nesta terça-feira encontrado naquela esquadra em estado grave, depois de alegadamente ter dado um tiro na cabeça com a arma de serviço.

Foi transportado para o hospital, sendo o prognóstico, segundo Peixoto Rodrigues, “muito complicado”.

Este ano, e além do caso de hoje, já se suicidaram três polícias. É preciso perceber o que se está a passar e é isso que vamos pedir à PGR”, frisou o dirigente sindical.

Peixoto Rodrigues disse que “há muitos polícias que estão ao serviço com problemas complicados” do foro psicológico e psiquiátrico e criticou a falta de acompanhamento médico especializado.

“Os gabinetes de psicologia não funcionam”, indicou, defendendo que o Estado “tem obrigação de criar melhores condições” aos profissionais da segurança pública e de “respeitar” os contratos que com eles celebrou, nomeadamente no que respeita à aposentação.

“O Estado só tem dificultado a vida aos polícias. Os sucessivos governos têm alterado sistematicamente as regras do jogo, sempre penalizando mais e mais as suas condições laborais. Este comissário que hoje tentou pôr termo à vida já devia estar na pré-reforma, mais vai-se protelando ao máximo a saída. O contrato que ele fez com a PSP não foi este”, acusou Peixoto Rodrigues.

A Lusa tentou ouvir o Comando Distrital de Braga da PSP, mas ainda não foi possível.

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