Rádio Observador

Serviço De Estrangeiros E Fronteiras

Arguidos acusados de burlar dezenas de imigrantes em busca de legalização no SEF

Dois homens identificavam-se como advogados e ludibriavam os cidadãos estrangeiros sobretudo brasileiros garantir marcações nos balcões do SEF. Por esses serviços cobravam entre 150 a 350 euros.

A burla foi finalmente descoberta quando os cidadãos compareciam aos balcões do SEF e eram informados do logro

Miguel A. Lopes/LUSA

Dois arguidos foram acusados pelo Ministério Público de 85 crimes de burla qualificada e de falsificação de documentos, num caso relacionado com a legalização de cidadãos estrangeiros, informou nesta quinta-feira o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Segundo adianta o SEF, a investigação, desenvolvida nos últimos dois anos, resultou da deteção de vários casos de cidadãos estrangeiros, maioritariamente de nacionalidade brasileira, que compareciam aos balcões do SEF para tratar da sua situação documental em território nacional sendo, nesse momento, confrontados com a inexistência de qualquer agendamento em seu nome.

A investigação – diz o SEF – permitiu apurar que um dos arguidos engendrou um plano para ludibriar os cidadãos estrangeiros que se encontravam em situação particularmente vulnerável em território nacional.

Assim, na execução desse plano, o arguido, identificando-se como advogado, garantia aos cidadãos estrangeiros que, por via dos seus conhecimentos jurídicos e contactos dentro do SEF, agilizava e tratava dos processos, conseguindo, nomeadamente, efetuar marcações para atendimento de forma célere. Por esses serviços cobrava entre 150 a 350 euros.

Devido à dimensão do esquema e ao volume de cidadãos que procuravam tais serviços, viria a juntar-se ao plano criminoso um segundo homem, que foi também agora acusado.

O SEF refere que o “burlão” anunciava a sua atividade em redes sociais, designadamente através do Facebook, tendo uma conta onde publicitava os seus serviços jurídicos e anunciando-se ainda em páginas conotadas e frequentadas pela comunidade brasileira na região de Lisboa.

Após contacto via telefone pelos interessados, o arguido recolhia os seus documentos para, alegadamente, tratar do processo de residente junto do SEF. Entregava, depois, um documento forjado com a marcação de um atendimento. Próximo da data agendada entrava em contacto com essas pessoas para informar que devido a constrangimentos do SEF a sua marcação seria reagendada para momento posterior, protelando ao máximo os falsos agendamentos com novas e sucessivas datas alternativas.

A burla foi finalmente descoberta quando os cidadãos compareciam aos balcões do SEF e eram informados do logro.

O SEF não adianta a medida de coação imposta aos ora acusados pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP).

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Combustível

O mundo ao contrário /premium

João Pires da Cruz

Se o seu depósito é mais importante do que aquilo que os pais deste bebé sentiram quando lhes disseram que o filho deles morreu instantes depois do nascimento, é porque tem o mundo ao contrário.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)