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Moçambique

ONU alerta para aumento de ações de “grupos terroristas” em Moçambique após ciclones

As Nações Unidas dizem que os "grupos terroristas" aumentaram, desde janeiro de 2019 e que estão a aproveitar "a situação precária para o comércio ilícito ou recrutando moradores desesperados".

A província de Cabo Delgado, norte do país, tem sido alvo de ataques de homens armados desconhecidos desde outubro de 2017

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  • Agência Lusa

As Nações Unidas alertaram esta quarta-feira para o aumento das ações de “grupos terroristas” e de tráfico de drogas em Moçambique, considerando que o país está vulnerável após a passagem de dois ciclones neste ano.

“Grupos terroristas e do crime organizado estão a aproveitar a situação precária para o comércio ilícito ou recrutando moradores desesperados por compensar as suas perdas “, alertou César Guedes, representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em Moçambique, em comunicado distribuído hoje à imprensa.

De acordo com as Nações Unidas, os “grupos terroristas” aumentaram, desde janeiro de 2019, a intensidade dos ataques, tendo deixado mais de uma dúzia de mortos somente em junho deste ano.

“Em resposta a estes desafios que ameaçam a paz e estabilidade no país e a segurança regional, o diretor executivo do UNODC, Yury Fedotov, recentemente identificou Moçambique como um país prioritário para beneficiar da rápida implementação do UNODC”, refere o documento, que acrescenta que Moçambique está no processo para a criação de uma força conjunta no Aeroporto Internacional de Maputo para combater o tráfico de drogas.

A província de Cabo Delgado, norte do país, palco de uma intensa atividade de multinacionais petrolíferas que se preparam para extrair gás natural, tem sido alvo de ataques de homens armados desconhecidos desde outubro de 2017 e que já provocaram mais de 200 mortos.

Além desta situação, o país procura reconstruir infraestruturas destruídas pela passagem em março e abril dos ciclones Idai, no centro de Moçambique, e Kenneth, no norte do país, desastres que causaram cerca de 700 vítimas mortais.

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