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Nações Unidas

ONU tem “princípio de acordo” para restabelecer ajuda alimentar no Iémen

Quando assinado, este acordo vai permitir ao PAM levar comida para a capital do Iémen, Sanaa. "Princípio de acordo" foi anunciado pelo chefe do Programa Alimentar Mundial (PAM).

A suspensão da ajuda alimentar afeta 850 mil pessoas em Sanaa

YAHYA ARHAB/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O chefe do Programa Alimentar Mundial (PAM) afirmou nesta quinta-feira ter chegado a um “princípio de acordo” para restabelecer a ajuda total a partes do Iémen controladas por rebeldes, depois da suspensão no mês passado.

O diretor-executivo da agência alimentar das Nações Unidas (ONU), David Beasley, disse nesta quinta-feira ao Conselho de Segurança ter um acordo ainda não assinado, garantindo que “muitos progressos têm sido feitos”, mas não revelando detalhes acerca do pacto.

Quando assinado, este acordo vai permitir ao PAM levar comida para a capital do Iémen, Sanaa — controlada pelos Huthis desde 2014 -, dentro de dias. A suspensão parcial da ajuda começou no fim do mês passado, depois de acusações de que os rebeldes estariam a desviar comida do povo faminto, num país à beira da inanição.

Dois terços dos 30 milhões de pessoas que vivem no país “estão em situação de insegurança alimentar”, apontou David Beasley. O comissário da ONU enviado ao Iémen, Martin Griffiths, falou de uma “situação humanitária catastrófica que está a piorar”.

A suspensão da ajuda alimentar afeta 850 mil pessoas em Sanaa, onde o PAM diz que é onde a maior parte dos saques ocorrem, apesar dos rebeldes Huthis negarem a acusação.

“Não passa um dia sem que pense no impacto que a suspensão alimentar possa ter”, admitiu David Beasley, pedindo desculpa às pessoas de Sanaa e de todo o Iémen pela situação.

Apesar da suspensão, Beasley relatou ao concelho que o PAM aumentou, no último mês, o número de iemenitas apoiados, de 10,6 milhões para 11,3 milhões.

O atual conflito no Iémen começou com a tomada dos Huthis, em 2014, de Sanaa. Os rebeldes xiitas, apoiados pelo Irão, venceram a luta pela cidade face às forças do Governo de Abed Rabbo Mansour Hadi. Uma coligação liderada pela Arábia Saudita, aliada ao governo internacionalmente reconhecido de Hadi, tem estado a lutar contra os rebeldes desde 2015.

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