A Ordem dos Médicos de São Tomé e Príncipe considerou esta quinta-feira a situação da saúde no país como “uma encruzilhada em que tudo é prioritário”.

“Encontramo-nos numa encruzilhada em que tudo é prioritário, confrontados com insuficientes condições de trabalho, com graves e constantes carências de recursos técnicos e meio de diagnóstico, rotura de ‘stock’ em matéria de medicamentos e reagentes”, disse o bastonário da Ordem dos Médicos, Eduardo Matos.

O bastonário diz ainda que essas condições nos hospitais “obrigam-nos, de vez em quando, a ações meramente milagrosas de salvamento de vida e cuidados de saúde à nossa população”.

A Ordem dos Médicos realizou esta quinta-feira o seu V Congresso que aprovou o plano de ação para 2019 e deu posse aos membros do colégio de especialistas e do conselho executivo.

“Como profissionais humanamente sensíveis, vamos continuar a nos esforçar, no intuito de continuar a merecer a confiança dos nossos utentes que por desespero, em determinados momentos, nos vexam e recriminam”, acrescentou Eduardo Matos.

A Ordem dos Médicos assume-se como parceira do governo, prometendo continuar esforços para superar e conquistar a sustentabilidade da classe.

O bastonário apelou aos médicos para “uma maior participação nas atividades da Ordem de forma a garantir um maior desempenho nas perspetivas de serem a razão da existência da classe e garante do seu êxito”.

Eduardo Matos convidou os seus colegas “a uma reflexão sobre todas as questões que afetam a classe dos médicos” e propôs a todos “arregaçar as mangas”.

Os critérios de atribuição, pelo Ministério da Saúde de bolsas de especialidades foi um dos assuntos que marcaram as discussões do V Congresso da Ordem dos Médicos.